Europa

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13 de janeiro de 2013 • 11h07 • atualizado às 13h25

Russos protestam contra proibição de adoção por americanos

Cerca de 20 mil russos protestam contra a lei que proíbe que americanos adotem crianças russas
Foto: AFP

Milhares de manifestantes se reuniram para uma marcha em Moscou neste domingo para protestar contra a proibição de americanos adotarem crianças russas, dizendo que o governo do presidente Vladimir Putin transformou órfãos em fantoches em uma disputa política. Os críticos do Kremlin e outros opositores da medida foram para o centro da cidade debaixo de temperaturas congelantes, alguns gritando "Vergonha!" e "Putin é um patife!" ou segurando faixas condenando os parlamentares que apoiaram a lei proibindo as adoções.

A proibição aprofundou um mal-estar nas relações entre russos e americanos no primeiro ano do novo mandato de Putin e agravou a amargura entre seu governo e os opositores, que vêm fazendo protestos nas ruas há cerca de um ano. A proibição, que entrou em vigor em 1º de janeiro, foi aprovada pelo Parlamento em retaliação à legislação americana que nega vistos para russos acusados de violações de direitos humanos e congela seus bens nos Estados Unidos.

Os críticos dizem que a proibição castiga as crianças russas em vez do governo americano, diminuindo as chances delas de deixarem um sistema de residências estatais assoladas pela superpopulação. "Sem a adoção, essas crianças não têm chance", disse Dmitry Belkov, um organizador que disse que o amigo de sua esposa tinha adotado uma criança retirada da mãe, que estava na prisão. "Vendo a vida dela, podemos ver que esta lei é o pior a se fazer a essas crianças do que o tratamento que animais recebem em outros países".

Parlamentares russos disseram que a proibição de adoção era justificada pelas mortes de 19 crianças russas adotadas por pais americanos na última década, e o que eles entendem ser um tratamento leniente daqueles pais pelos tribunais e a polícia dos Estados Unidos. A lei foi batizada em homenagem a Dima Yakovlev, um garoto que morreu depois que seu pai americano adotivo o deixou trancado em um carro abafado, mas críticos do Kremlin a chamam de "lei do patife".

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