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Rússia abre investigação por genocídio no leste da Ucrânia

Processo é referente às populações das repúblicas autoproclamadas de Lugansk e Donetsk

29 set 2014 - 15h27
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<p>Uso de armas pesadas e da avia&ccedil;&atilde;o matou pelo menos 2.500 pessoas e causou a destrui&ccedil;&atilde;o de mais de 500 edif&iacute;cios civis nas regi&otilde;es de Donetsk e Lugansk durante os mais de cinco meses de conflito</p>
Uso de armas pesadas e da aviação matou pelo menos 2.500 pessoas e causou a destruição de mais de 500 edifícios civis nas regiões de Donetsk e Lugansk durante os mais de cinco meses de conflito
Foto: David Mdzinarishvili / Reuters

A Rússia anunciou nesta segunda-feira a abertura de uma investigação criminal por genocídio das populações de língua russa no leste da Ucrânia, onde o uso de armas pesadas causou, de acordo com a Comissão de Investigação russa, a morte de pelo menos 2.500 pessoas.

O processo é referente às populações das repúblicas autoproclamadas de Lugansk e Donetsk, os dois principais redutos separatistas no leste da Ucrânia, indicou em um comunicado o porta-voz da instituição, Vladimir Markin.

"Indivíduos não identificados a mando político e militar da Ucrânia, das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Pravy Sektor (formação paramilitar ultranacionalista ucraniana) ordenaram a aniquilação dos cidadãos de língua russa", acrescentou.

Segundo Markin, o uso de armas pesadas e da aviação matou pelo menos 2.500 pessoas e causou a destruição de mais de 500 edifícios civis nas regiões de Donetsk e Lugansk durante os mais de cinco meses de conflito entre as forças da Ucrânia e os separatistas pró-russos.

A Comissão de Investigação da Rússia é a principal agência de inquéritos criminais do país e não tem jurisdição fora do território russo.

Segundo as Nações Unidas, o conflito no leste da Ucrânia matou mais de 3.200 pessoas e provocou o êxodo de mais de 600.000 civis. O exército e os separatistas ucranianos utilizam armas pesadas, incluindo nos últimos dias, apesar da trégua decretada no início de setembro.

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AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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