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Restaurante alemão pode dar pistas do surto de E.coli

4 jun 2011 - 07h21
(atualizado às 10h26)
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Um restaurante da cidade de Lübeck, no norte da Alemanha, pode ajudar a esclarecer a origem do surto de E. coli que causou 18 mortes no país e uma na Suécia, já que 17 pessoas adoeceram após comer nesse local, informaram neste sábado a imprensa local. "O restaurante não tem culpa nenhuma, mas é possível que a cadeia de fornecedores possa ajudar a determinar como o germe patogênico entrou em circulação", declarou o microbiólogo Werner Solbach, da Clínica Universitária de Lübeck, ao jornal "Lübecker Nachrichten".

No entanto, especialistas do Instituto de Robert Koch de Berlim e do Instituto Federal de Avaliação de Riscos visitaram essa cidade do estado federado de Schleswig-Holstein para continuar com a investigação. Os infectados com a bactéria intestinal e os afetados com Síndrome Hemolítica-Urêmica (SUH) passaram pelo restaurante entre 12 e 14 de maio. "O que chama a atenção é que os doentes faziam parte de diferentes grupos", precisou Solbach.

Oito pessoas de um grupo de dinamarqueses que estavam de visita na cidade ficaram infectados, enquanto 30 mulheres de toda Alemanha, que tinham ido à cidade para um seminário, estavam também no local na mesma data que os dinamarqueses. "Por enquanto temos conhecimento de oito (doentes), alguns em estado grave. Uma participante do (estado federado da) Renânia do Norte-Vestfália morreu", indicou Dieter Ondracek, presidente sindical em Berlim.

Em paralelo, outro caso grave de SUH, "uma criança do sul da Alemanha, se encontrava no momento indicado no restaurante para uma comemoração familiar", acrescentou Solbach, que expressou sua esperança que logo se determine a origem dos alimentos. "Até agora só tínhamos indícios vagos do alimento ingerido e da data. Agora pela primeira vez temos uma coincidência", disse o especialista.

Contudo, o jornal "Focus" aponta no seu site a possibilidade que a origem possa estar relacionada com as comemorações do aniversário do porto de Hamburgo, no início de maio. Cerca de 1,5 milhão de pessoas visitaram a festa entre 6 e 8 de maio, e uma semana mais tarde se registraram os primeiros pacientes com diarréias sangrentas na clínica universitária de Eppendorf de Hamburgo, o tempo que corresponde ao desenvolvimento típico de uma infecção de E. coli, segundo a publicação.

O número de doentes não deixa de crescer e já são mais de 2 mil pessoas infectadas ou sob suspeita das quais 520 estão com a perigosa SUH.

EFE   
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