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Primeiro dia de Conclave termina com fumaça preta e sem consenso

A partir desta quarta, inicia-se uma rotina de duas sessões e quatro votações diárias; até a escolha, os 115 cardeais ficam isolados do mundo

12 mar 2013
15h44
atualizado às 18h03
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A fumaça preta expelida às 19h42 (15h42 de Brasília) desta terça pela chaminé instalada na Capela Sistina marcou o término do primeiro dia do segundo Conclave do terceiro milênio. Uma multidão de fiéis acompanhou, na Praça São Pedro, o sinal de que, após as deliberações iniciais e a primeira votação, os 115 cardeais reunidos na Capela ainda não obtiveram consenso sobre o sucessor do papa Bento XVI.

Fumaça preta indicou que primeiro dia do Conclave terminou sem acordo sobre novo pontífice
Fumaça preta indicou que primeiro dia do Conclave terminou sem acordo sobre novo pontífice
Foto: Reprodução

O consenso para a escolha do novo líder da Igreja Católica é obtido somente quando um dos cardeais recebe dois terços dos 115 votos. A partir de amanhã, os cardeais - que já estão em condição de reclusão total do mundo exterior - iniciam uma rotina que compreende uma sessão matutina e uma vespertina. Em cada uma, são realizadas duas votações. A expectativa, segundo o Vaticano, é que um consenso seja obtido rapidamente.

Uma pequena multidão de fiéias se aglomerava na Praça São Pedro já na noite romana para acompanhar a votação de hoje - única do dia e que encerra a abertura do Conclave. Mais cedo pela manhã, cardeais, fiéis e representantes da Igreja Católica acompanharam a grande missa Pro eligendo Romano Pontifice na Basílica de São Pedro , no centro no Vaticano. Após o almoço e um breve descanso, eles iniciaram uma procissão marcada por orações e meditações que culminou na Capela Sistina, o coração do Conclave.

Na Capela, sob as monumentais pinturas dos principais capítulos da mitologia cristã, juraram manter segredo sobre o curso do processo. Todos sentaram-se em seus assentos, previamente definidos, e, sob a ordem Extra Omnes (Todos fora), eles iniciaram formalmente a reclusão total que só terminará quando a fumaça branca expelida pela chaminé indicar que o 266º Sumo Pontífice foi escolhido. Em 2005, Joseph Ratzinger foi escolhido para suceder Karol Woytila, o papa João Paulo II, após dois dias e quatro votações.

Pelo juramento prestado na entrada da Capela, os cardeais comprometem-se a jamais liberar qualquer informação sobre as deliberações que levarão à escolha do novo papa. Eles também não são autorizados a informar os números finais das votações, cujas cédulas são contadas manualmente por eles mesmos. Durante todos os dias do Conclave, eles permanecem isolados do mundo e só podem consultar à própria fé e consciência.

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Terra

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