Papa Francisco

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13 de março de 2013 • 21h20 • atualizado às 21h29

O papa Francisco, em dez frases que projetam suas ideias

Jorge Mario Bergoglio assume a liderança da Igreja Católica como papa Francisco
Foto: AFP
 

Desde o terremoto que afetou o Haiti em 2010, passando pela morte do ex-presidente argentino Néstor Kirchner no mesmo ano e até o conflito bélico das Ilhas Malvinas, diferentes assuntos mereceram a opinião do novo papa Francisco. Confira a seguir uma compilação das dez frases do novo pontífice – que, em alguns casos, geraram uma enorme polêmica.

“A pátria floresce quando vemos ‘no trono a nobre igualdade’, como diz nosso hino nacional. A injustiça assombra tudo. Que triste é quando alguém você que poderia alcançar perfeitamente a todos e não o consegue.”
(Homilia na missa de São Caetano, 7 de agosto de 2012)

“O aborto não é uma solução. Devemos escutar, acompanhar e compreender daqui a fim de salvar duas vidas: respeitar o menor e mais indefeso ser humano, adotar medidas que possam preservar sua vida, permitir seu nascimento e logo ser criativos na busca de caminhos que o levem a pleno desenvolvimento.”
(Comunicado pelo aborto não punível, 10 de setembro de 2012)

“Quantas cicatrizes, quantas famílias destruídas pela ausência definitiva ou por um regresso truncado. A pátria tem que se lembrar de todos eles.”
(Missa pelo 20º aniversário do conflito das Ilhas Malvinas, 2 de abril de 2012)

“Que não nos acostumemos, Pai, que ganhemos o pão viajando como gado. Que não nos acostumemos, Pai, a esta cidade que não chora, em que tudo se ajeita e tudo se acomoda. Que não nos acostumemos, Pai, à mão fácil que sacode e diz ‘graças a Deus, não me atingiu’, e se aliena em outra coisa. Hoje, a solidariedade é mais. Somos irmãos na dor, e como irmãos, olhemos ao céu. Pai, por quê? E cada um de nós, abra seu coração. E sigam perguntando: por quê?”
(Comunicado sobre a tragédia ferroviária ocorrida no bairro de Once, em Buenos Aires; o acidente matou 51 pessoas em 22 de fevereiro de 2012)

“Olhemos as crianças. E o exame de consciência deve nos levar à pergunta: estas crianças, que são chamados a ser educados na esperança, sabem receber, os preparamos a semente da esperança? Nós os preparamos para grandes horizontes ou para o horizonte da esquina onde, por alguns pesos, podem comprar drogas ou o que quer que seja. Isto acontece nesta cidade – e não só nos bairros de periferia, mas também no centro da cidade.”
(Missa pela educação, 14 de abril de 2010)

“Neste lugar tão santo, cheio de fé e esperança, pedimos hoje que a Mãe cuide de nossa pátria. Em particular, daqueles que são os mais esquecidos, mas que sabem que aqui sempre há lugar para eles. Assim foi desde o princípio: a Virgem cuidou de coração desta pátria, começando pelos mais pobres. Mas aqui, sim, eles são considerados. Por eles, aos filhos da Virgem destas terras, que nunca lhes falte a proteção de nossa Mãe.”
(Celebração do Bicentenário da Independência da Argentina, 8 de maio de 2010)

“Por isso digo que esta cidade (Buenos Aires) é uma fábrica de escravos e uma retalhadora de carne. Por isso digo que, nesta cidade, oferecem-se sacrifícios humanos em honra do bem-estar de poucos que nunca dão as caras e que sempre fogem da luta. No fim do ano passado, qualifique a cidade de ‘suborno’, porque se não existisse isso, não poderiam se encobrir estas máfias que sacrificam vidas humanas e que submetem à escravidão, tirando suas vontades humanas e sacrificando seus filhos.”
(Missa pelas vítimas de maus-tratos, 12 de julho de 2010)

“As correntes claudicam frente à contundência da morte, e as correntes deixam seus lugares às mãos misericordiosas do Pai. Os que acompanharam mais de perto, como sua família, seus amigos e seus companheiros de militância, também sentem a solidariedade e rezam por ele. Mas é precisamente o povo que tem que claudicar de todo tipo de postura antagônica para orar frente à morte de um ungido pela vontade popular.”
(Missa pela morte de Néstor Kirchner, 27 de outubro)

“Para que tomemos consciência pelas mudanças necessárias, que a sociedade necessita, e que termine com o tráfico de pessoas. Para que todos os vizinhos se unam, se solidarizem e se organizem de forma desinteressada pelo bem de nossos bairros. Para que possamos escutar sem tensões e não tenhamos medo. Para que tenhamos fé em algo que se pode mudar, e vencer a impunidade e a corrupção.”
(Missa pelas vítimas da insegurança, 5 de junho de 2011)

“Não nos conformemos em ler notícias de jornal ou ver televisão. Aproxime seu coração. ‘Estou de férias, não posso...’ Um coração cristão nunca está de férias. Sempre está aberto ao serviço onde há necessidade, porque sabe que onde há uma necessidade, há um direito. Este povo, por ser nosso irmão, tem o direito a nossa atenção.”
(Missa pelas vítimas do terremoto do Haiti, 17 de janeiro de 2010)

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