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Ex-chefe da Igreja Católica britânica admite conduta sexual inapropriada

3 mar 2013
17h07
atualizado às 17h19

Após renunciar na semana passada do posto mais importante da Igreja Católica da Grã-Bretanha, o cardeal Keith O'Brien admitiu neste domingo que teve uma conduta sexual inapropriada.

Em um comunicado, ele pediu perdão às pessoas que ele "ofendeu", à igreja católica e à população da Escócia, de onde era chefe da Santa Sé.

O cardeal, que tem 74 anos, havia deixado o cargo na segunda-feira, após ter seu nome envolvido no centro de um escândalo ocorrido há três décadas.

Ele é acusado por três padres e um ex-sacerdote de ter se "comportado de maneira inapropriada" nos anos 80. Os quatro afirmaram que foram vítimas de assédio sexual por parte de O'Brien.

Em entrevista ao jornal inglês The Observer, o ex-sacerdote relatou que o cardeal se aproveitava das orações noturnas para manter "contatos inapropriados".

'Pior momento posssível'

"Gostaria de aproveitar a oportunidade para admitir que, em alguns momentos, minha conduta sexual não foi compatível com os padrões esperados da minha pessoa, como padre, arcebispo e cardeal", disse O'Brien na nota.

Para o correspondente da BBC em Roma, David Willey, a admissão pública do cardeal ocorreu no pior momento possível para o Vaticano.

"Isso porque a confissão vem à tona no mesmo dia reunião em Roma com cardeais de todo o mundo para começar as discussões sobre o próximo papa.. No entanto, esse conclave vem sendo ofuscado por acusações de escândalos, intrigas e traições na hierarquia do Vaticano", disse Willey.

"E assim a credibilidade da Igreja Católica Romana vai ser ainda mais arranhada pela confissão do cardeal O'Brien"

O cardeal já havia dito que não viajaria a Roma para participar do conclave.

"Eu agora vou passar o restante da minha vida aposentado. Não terei mais nenhuma participação na vida pública da Igreja Católica da Escócia", disse, em seu comunicado, o cardeal O'Brien.

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