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Cardeal britânico reconhece ter tido 'comportamento sexual' inapropriado

3 mar 2013
15h55
atualizado às 15h58

O cardeal britânico Keith O'Brien, que renunciou ao cargo de arcebispo da Escócia na segunda-feira passada por suspeitas se conduta indecente, admitiu neste domingo ter tido um "comportamento sexual" inapropriado e pediu perdão à Igreja e a quem tenha "ofendido".

Após as acusações que "nestes últimos dias se tornaram públicas, quero aproveitar esta oportunidade para admitir que meu comportamento sexual em certas ocasiões caiu abaixo do padrão esperado de mim como arcebispo e cardeal". "A aqueles que ofendi, peço desculpas e perdão", acrescentou. "Também me desculpo ante a Igreja católica e o povo da Escócia".

Keith O'Brien apresentou em novembro sua renúncia ao cargo de arcebispo de Saint Andrews e Edimburgo (Escócia), que devia ser efetivada em março, quando completaria a idade canônica de 75 anos.

Contudo, Bento XVI, cujo pontificado terminou na quinta-feira, "decidiu que minha demissão seria efetivada hoje, dia 25 de fevereiro de 2013", indicou Keith O'Brien, sem mais explicações.

Ele afirmou ainda que não participará do Conclave que escolherá o novo Papa.

O cardeal britânico, conhecido por suas posições contra os homossexuais, é acusado de ter tido nos anos 1980 "comportamentos indecentes" com três sacerdotes e um ex-padre, segundo o jornal The Observer.

Os quatro denunciantes, todos da diocese de Saint Andrews e Edimburgo, revelaram os fatos ao nuncio apostólico na Grã Bretanha, Antonio Mennini, na semana anterior ao anúncio da renúncia de Bento XVI.

Um sacerdote afirmou que foi vítima de ataques por parte do cardeal depois de uma festa regada a álcool.

O outro indicou que O'Brien aproveitava as orações noturnas para agir de forma inapropriada.

O'Brien chamou a atenção nos últimos meses por suas declarações contra o casamento homossexual, que segundo ele "seria prejudicial ao bem estar físico, mental e espiritual das partes".

Contudo, se pronunciou a favor do casamento dos sacerdotes, afirmando que para muitos "era muito difícil respeitar a regra do celibato".

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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