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Relatório confirma que avião MH17 foi atingido por projéteis

As conclusões preliminares indicam que não foram encontradas "indicações de falha técnica" e que o avião explodiu no ar; separatistas negam capacidade

9 set 2014
07h42
atualizado às 08h54
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O relatório preliminar da Junta holandesa de Segurança sobre as causas do acidente do voo MH17 da Malaysia Airlines, que caiu no dia 17 de julho no leste da Ucrânia com 298 pessoas a bordo, confirma que a aeronave foi derrubado por "objetos de alta energia" disparados de fora dela.

Investigador da Malásia inspeciona local de acidente com voo MH17 da Malaysia na Ucrânia nesta terça-feira.
Investigador da Malásia inspeciona local de acidente com voo MH17 da Malaysia na Ucrânia nesta terça-feira.
Foto: Maxim Zmeyev / Reuters

As conclusões preliminares indicam que não foram encontradas "indicações de falha técnica" e que o avião explodiu no ar.

"O relatório final será conhecido no verão (do hemisfério norte, entre julho e setembro) de 2015", disse a porta-voz da Junta, Sara Vernooij. 

O documento, publicado quase dois meses após a queda do MH17 em 17 de julho, afirma ainda que ao decolar de Amsterdã, a aeronave com destino a Kuala Lumpur tinha uma tripulação "qualificada e experiente".

"Não havia problemas técnicos", destaca o relatório de 34 páginas.

O voo MH17 sobrevoava um espaço aéreo sem restrições quando sofreu o acidente, segundo o relatório, divulgado quase dois meses depois da queda.

O Boeing 777-200, operado pela Malaysia Airlines, explodiu no ar provavelmente em consequência de danos estruturais causados por "um alto número de projéteis que penetraram no aparelho do exterior", segundo o documento.

"Fotografias de parte da fuselagem mostram que uma boa parte tinha múltiplos buracos e amassados", apontou o relatório, que também acrescentou que não foi possível recuperar essas peças para realizar a perícia.

"As fotos da fuselagem indicam que o material em torno desses buracos foi deformado por projéteis, o que parece indicar que esses objetos procediam do exterior".

O relatório também indicou outros buracos encontrados em "restos do solo da cabine do piloto foram pequenos objetos que entraram por baixo".

Segundo o relatório, apesar de outro avião voar na mesma área que o MH17, ele não pôde ver o Boeing acidentado nem detectá-lo mediante instrumentos de voo.

O avião decolou de Amsterdã com destino a Kuala Lumpur em 17 de julho com 283 passageiros e 15 tripulantes a bordo.

O relatório da Junta de Segurança holandesa confirmou também que a maioria das vítimas, 193, eram holandeses, e que os demais vinham da Malásia (43), Austrália (27), Indonésia (12), Reino Unido (10), Alemanha (4), Bélgica (4), Filipinas (3), Canadá (1) e Nova Zelândia (1).

O fato de o avião ter recebido o impacto dos projéteis "explica o fim abrupto do registro de dados, a perda simultânea de contato com o controle aéreo e o desaparecimento da aeronave dos radares", de acordo com a investigação.

Kiev e vários países ocidentais acusaram os separatistas pró-Rússia de terem derrubado o avião com um míssil terra-ar fornecido por Moscou.

A Rússia, que nega qualquer envolvimento no conflito na ex-república soviética, acusou o exército ucraniano pelo ataque.

Separatistas negam capacidade de derrubar avião 
Os separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia afirmaram nesta terça-feira que não dispõem de meios para ter derrubado o avião da Malaysia Airlines em julho, depois que investigadores holandeses anunciaram que a aeronave caiu ao ser "perfurada" por projéteis.

"Apenas posso dizer uma coisa: simplesmente, não temos os meios militares capazes de derrubar um Boeing comercial, como este avião malaio", afirmou à agência russa Interfax Alexander Zajarchenko, primeiro-ministro de autoproclamada República Popular de Donetsk.

Com informações da EFE e AFP. 

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