Europa

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06 de fevereiro de 2011 • 15h18 • atualizado às 15h37

Rainha Elizabeth II completa 59 anos de reinado na Inglaterra

 

Com discrição, a rainha Elizabeth II da Inglaterra celebrou neste domingo o 59º aniversário do reinado, iniciado em 6 de fevereiro de 1952. Hoje, ela foi a uma igreja de West Newton, oeste do país, para uma missa solene comemorativa. As salvas de canhão, no entanto, ficaram para a segunda-feira.

Elizabeth foi coroada em 2 de junho de 1953, na abadia de Westminster, aos 27 anos de idade. Ela sucedeu o pai, o rei George VI, que morreu enquanto dormia. Na época, a princesa realizava uma visita oficial ao Quênia, junto com o marido, o então tenente Philip Mountbatten, hoje duque que Edimburgo.

Tradicionalmente, a rainha inaugura hospitais e estradas de ferro, batiza barcos, preside banquetes oficiais e recebe as credenciais de embaixadores. Elizabeth II, que faz 85 anos em abril, tem um papel sobretudo simbólico, mas nem por isso menos importante na Grã-Bretanha.

Acumulando os títulos de chefe de Estado do Reino Unido, chefe das Forças Armadas britânicas, da Comunidade Britânica e da Igreja da Inglaterra, ela, teoricamente, tem o poder de dissolver o Parlamento e de nomear um novo primeiro-ministro, com quem se reúne regularmente, no final da tarde. Mas este poder é apenas teórico. Se o fizesse, provocaria uma crise constitucional sem precedentes em uma das mais antigas monarquias da Europa.

Todos os anos, em uma cerimônia majestosa, Elizabeth II, usando a coroa e vestida com uma túnica de arminho, senta-se no trono e inaugura a sessão parlamentar. Mas limita-se a ler um discurso preparado pelo premiê. Além disso, ela assina as leis decretadas no país. Em quatro décadas, assinou mais de três mil, segundo o Palácio de Buckingham.

Sempre sorridente e transmitindo serenidade, a rainha cumpre centenas de funções oficiais durante o ano e diariamente responde pessoalmente de 200 a 300 cartas, segundo o palácio. Quando fez 21 anos, a então princesa prometeu aos britânicos: "Dedicarei toda a minha vida, seja curta ou longa, a servir à nação e à grande família imperial, à qual todos pertencemos".

Apesar da onipresença na vida dos britânicos, a rainha da Inglaterra não tem nenhum poder real, reconhecem os especialistas da monarquia. O site da realeza britânica na internet lembra que a soberana ocupa "funções constitucionais significativas". Mas há outra a explicação sobre o papel da soberana dada pelo site dedicado à monarquia, e talvez seja mais exata: a rainha é "um símbolo da unidade nacional".

Os analistas reconhecem este importante papel "simbólico" da soberana. Segundo Robert Lacey, um dos biógrafos da rainha, Elizabeth II é considerada uma grande figura nacional que os britânicos têm muito orgulho de mostrar ao mundo. "É algo emocional, a monarquia encarna uma história milenar", disse Lacey. Para Ingrid Seward, outra especialista em realeza, a figura da rainha representa a estabilidade.

AFP