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Publicada lista de 20 mil obras roubadas durante Segunda Guerra

18 out 2010
13h50
atualizado às 16h05

Uma organização judaica dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a publicação on-line de um registro de 20 mil obras de arte roubadas pelos nazistas na França durante a Segunda Guerra Mundial.

Lista de obras roubadas pelos nazistas foi publicada por organização judaica dos Estados Unidos
Lista de obras roubadas pelos nazistas foi publicada por organização judaica dos Estados Unidos
Foto: AP

O site www.errproject.org/jeudepaume inclui fotos das obras e a identidade de seus donos e foi divulgado pela "Conferência sobre reivindicações materiais judaicas contra a Alemanha" e pelo Museu americano do Holocausto.

O trabalho iniciado em 2005 consistiu em digitalizar as fichas do ERR (Einsatzstab Reichsleiter Rosenberg), a agência responsável por confiscar os bens dos judeus nos territórios ocupados pela Alemanha durante a guerra.

As fichas encontram-se atualmente em três centros: a chancelaria francesa, os arquivos nacionais dos Estados Unidos e os arquivos federais alemães, explicou à AFP um dos diretores do projeto, Marc Mazurovsky.

As obras incluídas no catálogo pertenceram a famílias judias, principalmente francesas e algumas belgas, e haviam sido reunidas, inventariadas e expostas pelos nazistas no museu Jeu de Paume de Paris durante a ocupação nazista na França.

"Décadas após o maior saque em massa da história da humanidade, as famílias das vítimas podem agora consultar esse registro, que vai ajudá-las a localizar os tesouros perdidos há muito tempo", declarou Julius Berman, presidente da Conferência.

"Agora é de responsabilidade dos museus, comerciantes de arte e casas de leilões comparar o que têm com estes registros para determinar se possuem obras de arte roubadas das vítimas do Holocausto", acrescentou.

O novo site permite ver centenas de obras - que vão de pinturas a móveis, vasos ou esculturas - e verificar quem é seu legítimo proprietário, coisas que às vezes os herdeiros ignoram, afirma o professor Wesley Fisher, diretor de pesquisa da Conferência.

"Em termos de reivindicação de obras, é um grande passo à frente (...) Fica uma pergunta: onde estão as obras?", disse.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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