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Presidente tcheco nomeia 'governo de especialistas' de Jiri Rusnok

10 jul 2013
09h10
atualizado às 09h16

O presidente tcheco, Milos Zeman, nomeou nesta quarta-feira o novo "governo de especialistas" dirigido pelo economista de esquerda Jiri Rusnok, sem grande esperança de ser apoiado pelo Parlamento, em substituição ao gabinete de Petr Necas, que renunciou após um escândalo de abuso de poder e de corrupção.

"Quero garantir, senhor presidente, que faremos tudo o que for necessário para cumprir com nossos deveres estipulados na Constituição e para servir da melhor forma aos cidadãos de nosso país", declarou Rusnok durante uma cerimônia no castelo de Praga, sede da presidência.

Ex-ministro das Finanças (2001-02) e da Indústria e Comércio (2002-03), Rusnok, de 52 anos, é um colaborador próximo de Zeman.

Seu governo é composto por quinze membros, oficialmente sem partido, mas geralmente considerados próximos à esquerda.

O voto de confiança do Parlamento que deve ser realizado num prazo de 30 dias parece complicado para este novo governo porque a coalizão de centro-direita em fim de mandato se beneficia, a princípio, de 101 votos sobre um total de 200 na câmara baixa.

A coalizão em fim de mandato quer manter o governo demissionário até as eleições, com Miroslava Nemcova na liderança, presidente da câmara baixa e vice-presidente do partido de direita ODS, de Necas.

Eleito ao cargo mais alto em janeiro por voto universal direto, Zeman pode, no entanto, decidir manter o novo gabinete, embora sem a confiança parlamentar. Efetivamente, a Constituição não estipula nenhum prazo para uma segunda tentativa de formar um governo em caso de fracasso da primeira.

A Constituição permite no total três tentativas para formar um governo, duas lideradas pelo presidente e a terceira pelo presidente da câmara baixa.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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