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Presidente checo compara política da UE a regime totalitário

19 fev 2009
09h40
atualizado às 09h47

Em pleno Parlamento Europeu (PE), o presidente da República Checa, Vaclav Klaus, comparou nesta quinta o sistema político da União Européia (UE) e a "ausência de oposição" à integração europeia com os regimes totalitários comunistas do século passado.

"Aqui, apenas uma alternativa é promovida e aqueles que se atrevem a pensar em uma opção diferente são etiquetados como inimigos", declarou Klaus, que lembrou que "não faz muito tempo que em parte da Europa se viveu um sistema que não permitia alternativas nem oposição parlamentar".

Logo depois foram ouvidas vaias e alguns eurodeputados se levantavam de suas cadeiras e abandonaram a sala para expressarem sua indignação ante o discurso.

Até mesmo o presidente da Eurocâmara, Hans-Gert Pöttering, respondeu no final a Klaus: "Em um Parlamento do passado, provavelmente o senhor não poderia ter pronunciar este discurso".

O líder checo, apoiado pelos parlamentares eurocéticos, se opôs hoje a continuar aprofundando a integração européia e a dar mais poderes ao próprio PE, como prevê o Tratado de Lisboa.

"Temo que as tentativas de aprofundar a integração e levar decisões sobre as vidas dos cidadãos dos Estados-membros ao nível europeu podem colocar em perigo todas as coisas positivas que a Europa alcançou no último meio século", declarou.

A chegada de Klaus a Bruxelas já estava precedida de certa polêmica, tanto pelos postulados que defende o presidente checo em relação à UE como pelo incidente que protagonizou com uma delegação de eurodeputados que visitaram Praga no ano passado.

EFE   

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