O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, declarou estado de emergência e prometeu mais ajuda nesta terça-feira às regiões do norte da Itália atingidas por um terremoto no domingo, acrescentando que será vital recuperar algumas das partes economicamente mais produtivas do país. Ele disse que o governo suspenderá a cobrança de imposto imobiliário sobre fábricas e residências danificadas na região em torno das cidades de Modena, Ferrara, Mantova e Bolonha, além de estimular os bancos a ampliar o crédito para empresas atingidas pela emergência.
O estado de emergência, com duração de 60 dias, coloca a agência de Proteção Civil a cargo de coordenar os esforços de retirada dos destroços e libera 50 milhões de euros em verbas emergenciais. "Temos de reativar a rede industrial que é tão característica dessa parte da Itália, e que é tão importante para todo o país", disse Monti em visita à região.
Pelo menos sete pessoas morreram e milhares tiveram de fugir das suas casas por causa do sismo de magnitude 6,0 na madrugada de domingo, que destruiu casas, fábricas e edifícios históricos. As TVs mostraram pessoas gritando "Vergonha! Ladrões!" quando Monti chegou a Sant'Agostino, uma das cidades mais atingidas. Esse foi o pior terremoto na Itália desde abril de 2009, quando um tremor de magnitude 6,3 matou quase 300 pessoas na cidade de L'Aquila.

