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Portugal vive dia de reflexão antes de decidir seu futuro nas urnas

3 out 2015
09h35
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Os portugueses vivem neste sábado um dia de reflexão, na véspera das eleições deste domingo, para a qual as pesquisas indicam uma nova vitória do atual primeiro-ministro, o conservador Pedro Passos Coelho, embora sem maioria absoluta.

Após uma legislatura marcada pela crise econômica e pelas duras medidas aplicadas em troca do resgate financeiro, quase 9,7 milhões de portugueses estão chamados a comparecer as urnas para decidir entre 16 candidaturas - 13 partidos e três coalizões, embora só duas delas tenham possibilidades reais de governar.

As últimas pesquisas apontam uma vitória de 'Portugal à Frente', a coalizão de centro-direita que aglutina os partidos atualmente no governo, PSD e CDS-PP, e liderada por Passos Coelho, com 35% dos votos.

O opositor Partido Socialista (PS), de António Costa, que até algumas semanas atrás era favorito em todas as pesquisas, obteria agora ao redor de 30% dos votos.

Mesmo assim, essa vantagem não seria suficiente para que os conservadores alcançassem os 116 assentos no parlamento necessários para governar em maioria.

As outras duas forças com presença no parlamento, o Partido Comunista Português (PCP) - que concorre em coalizão com os ecologistas dos Verdes - e o marxista Bloco de Esquerda (BE) obteriam cerca de 10% e 5% dos votos, respectivamente.

No entanto, seus líderes manifestaram várias vezes que não cogitam a possibilidade de pactuar com os socialistas, a quem criticaram com frequência durante a campanha.

O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva - que terá de decidir se encarrega a formação de um governo em minoria ou tenta buscar outros consensos - se dirigirá hoje ao país com uma mensagem retransmitida pela televisão em que pedirá aos portugueses para votarem.

EFE   
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