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Polícia francesa admite risco de atentado terrorista no país

23 set 2010
05h52
atualizado às 06h41
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O diretor-geral da Polícia Nacional francesa, Frédéric Péchenard, admitiu, nesta quinta-feira, estar preocupado com a possibilidade de que atentados ocorram na França.

"A ameaça terrorista existe, é real. Neste momento estamos em um contexto especial. Temos um pico de periculosidade e uma inquietação", afirmou Péchenard, em entrevista publicada pelo jornal Libération .

O chefe da Polícia francesa explicou que, no último dia 16 de setembro, recebeu durante a madrugada informação de "um serviço amigo" que advertia sobre um possível atentado terrorista no mesmo dia, e por isso decidiu aumentar as medidas de vigilância em espaços públicos, aeroportos e estações.

"Evidentemente, esta ameaça perdeu credibilidade por não ter acontecido nada" no dia, afirmou. Péchenard confirmou também que seus serviços receberam informação sobre um possível ataque terrorista por parte de uma mulher suicida, mas afirmou ao jornal que "parece pouco crível nos dias de hoje".

O diretor-geral da Polícia explicou que, segundo informações da Unidade de Coordenação da Luta Antiterrorista (Uclat), o grupo Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) fixou a França como alvo, como demonstra o recente sequestro de cinco franceses no Níger por esta organização.

"Antes os jihadistas se referiam também à Espanha e a Inglaterra, mas hoje é exclusivamente a França que está no ponto de mira da AQMI", garantiu.

Péchenard pediu serenidade, e comentou que o papel do governo e da polícia é "informar, sem alarmar" e lembrou que, em território francês, foram evitados atentados terroristas desde o ano de 1996, quando uma bomba causou quatro mortes em uma estação de Paris.

EFE   

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