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PKK iniciará retirada do território turco no início de maio

25 abr 2013
11h55
atualizado às 12h23

A retirada dos combatentes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) do território da Turquia será gradual e começará no início do mês que vem, anunciou nesta quinta-feira o líder curdo Murat Karayilan em uma entrevista nas montanhas de Kandil, no norte do Iraque, informou a agência "Firat".

A imprensa informou inicialmente que a data do início da operação seria 5 de maio, mas depois especificou que começará a partir de 8 de maio.

Segundo Karayilan, principal líder da guerrilha curda na Turquia que não está preso, os preparativos para abandonar Turquia já começaram.

"Nosso objetivo é que a retirada se complete no menor prazo de tempo possível. O movimento dos guerrilheiros será discreto e disciplinado. E acontecerá, segundo o planejado, de forma gradual e em grupos", acrescentou.

De acordo com a "Firat", o líder curdo revelou que as forças do movimento irão para o Curdistão do Sul (Curdistão iraquiano).

A retirada da guerrilha curda abre uma nova etapa no processo de diálogo entre Abdullah Ocalan, líder do PKK que está preso, e o Estado turco.

Karayilan, quem também comanda a União de Comunidades do Curdistão (organização que aglutina diversos movimentos curdos, incluído o PKK), advertiu que a retirada será interrompida caso ocorra um ataque das forças turcas.

O líder pediu que o Exército turco atue de forma responsável e lembrou que Ocalan definiu o processo de paz, por meio do qual seu movimento aceitou abandonar as armas, como uma etapa para "construir juntos uma nova Turquia, um novo Oriente Médio e um novo futuro".

O PKK pegou em armas em 1985 e se autoproclamou representante dos cerca de 15 milhões de curdos que vivem na Turquia. Seu objetivo era conseguir a independência.

Desde então, mais de 45.000 pessoas morreram em enfrentamentos entre a guerrilha separatista e as forças de segurança turcas.

Nos últimos anos, os guerrilheiros se distanciaram de sua aspiração a um Estado curdo independente e se mostraram dispostos a aceitar uma solução dentro de uma Turquia democrática que reconheça seus direitos e conceda garantias constitucionais.

Por fim, a aceitação da retirada de seus guerrilheiros do território turco é considerada uma passagem histórica.

EFE   
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