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Pedido de asilo de Snowden: as reações dos países

2 jul 2013
12h28
atualizado às 13h21

Edward Snowden, o ex-consultor da inteligência americana refugiado em um aeroporto de Moscou e procurado por Washington por espionagem, apresentou um pedido de asilo político a 21 países, anunciou o WikiLeaks.

Em uma carta justificando o pedido de asilo político, Snowden afirma que corre o risco de ser perseguido ou de ser morto pelos Estados Unidos, caso retorne a seu país.

Segundo o comunicado da organização, as solicitações de asilo em nome de Snowden foram enviadas a Alemanha, Áustria, Bolívia, Brasil, China, Cuba, Equador, Espanha, Finlândia, França, Índia, Irlanda, Islândia, Itália, Nicarágua, Noruega, Holanda, Polônia, Rússia, Suíça e Venezuela.

O WikiLeaks também indicou que o ex-consultor já havia apresentado pedido ao Equador e à Islândia.

Áustria, Finlândia, Islândia, Noruega e Espanha já rejeitaram o pedido como não válido, porque ele deve ser apresentado em seus territórios.

Um porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, também informou nesta terça-feira que Edward Snowden abandonou o pedido de asilo à Rússia.

A Itália diz examinar o pedido de asilo político do ex-consultor, mas o procedimento normal estabelece que o demandante apresente sua solicitação pessoalmente em uma embaixada ou na Itália, de acordo com fontes do Ministério das Relações Exteriores.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, confirmou ter recebido o pedido de asilo e indicou que a solicitação será examinada "em conformidade com a lei".

A Bolívia, por sua vez, está disposta a ajudar o jovem. "Se houver este pedido é claro que estamos dispostos a debater, a analisar este tema", declarou o presidente Evo Morales à rede de televisão RT.

A Índia rejeitou o pedido. "Após a análise da solicitação, concluímos que não há razões para conceder o pedido", declarou à AFP em Nova Delhi um porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Syed Akbaruddin.

Decisão compartilhada pela Polônia. "Um pedido que não respeita as condições oficiais de pedido de asilo chegou até nós. E mesmo se respeitasse, não daria uma recomendação positiva", indicou em seu Twitter o chefe da diplomacia polonesa, Radoslaw Sikorski.

Já o ministério das Relações Exteriores do Brasil declarou que não responderá formalmente ao pedido de asilo do ex-agente. "Houve um pedido encaminhado à embaixada em Moscou", confirmou um porta-voz do ministério. "O Brasil não vai responder a esse pedido", acrescentou.

Na Áustria, a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner, declarou à imprensa que o pedido também foi encaminhado à embaixada em Moscou. O mesmo aconteceu com a Finlândia e a Holanda.

A China e a Irlanda não quiseram confirmar o recebimento do pedido de asilo, enquanto a França e a Suíça afirmaram não ter recebido nenhum pedido oficial.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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