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Partido separatista basco é criado oficialmente na Espanha

Nos últimos anos, a esquerda separatista radical basca se consolidou na cena política espanhola, enquanto o grupo armado ETA foi perdendo força

23 fev 2013
17h28
atualizado às 18h11
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O partido separatista basco Sortu, criado por militantes do Batasuna, foi criado oficialmente este sábado em Pamplona, no norte da Espanha, enquanto a via política ganha terreno no separatismo frente à via armada do grupo ETA.

O Sortu foi criado oficialmente neste sábado na cidade espanhola de Pamplona
O Sortu foi criado oficialmente neste sábado na cidade espanhola de Pamplona
Foto: AFP

Cerca de 300 delegados vindos do País basco espanhol e francês participaram do congresso constituinte do Sortu, que escolheu entre seus principais encarregados antigos dirigentes do Batasuna, proibido na Espanha desde 2003 e dissolvido na França em janeiro.

"A liberdade plena é o nosso objetivo", disse da tribuna o novo presidente do partido, Hasier Arraiz Barbadillo, ex-membro do Batasuna de 39 anos.

"Os Estados espanhol e francês continuam negando a condição de nação a Euskal Herria (País Basco) e continuam negando seu direito à livre determinação", declarou em uma carta Arnaldo Otegi, um dos antigos dirigentes do Batasuna, na prisão desde 2009 e eleito no sábado secretário-geral do Sortu.

Otegi, uma das referências políticas atuais do separatismo basco, cumpre pena de seis anos de prisão por ter tentado reconstruir a direção do Batasuna. Outros nomes símbolo do partido, como Rufi Etxeberria e Joseba Permach, também foram nomeados para cargos de responsabilidade na nova formação.

Devido aos vínculos com o Batasuna, o Sortu foi proibido pela Justiça espanhola em 2011 antes mesmo de ser legalizado pelo Tribunal Constitucional, em junho de 2012. Nesse prazo, a esquerda separatista radical basca se consolidou na cena política espanhola, enquanto o grupo armado ETA foi perdendo força.

Em 20 de outubro de 2011, o ETA anunciou o fim da violência, mas se recusou a se dissolver e entregar as armas, como queriam os governos espanhol e francês.

Considerada uma organização terrorista pela União Europeia e os Estados Unidos, o ETA, cujo último atentado na Espanha remonta a agosto de 2009, se considera responsável pela morte de 829 pessoas em mais de 40 anos de luta armada pela independência do País Basco e de Navarra.

AFP   

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