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Parlamento espanhol investiga acidente de trem que matou 79

8 ago 2013
08h19
atualizado às 08h23
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O acidente de trem em Santiago de Compostela (noroeste) de 24 de julho, que causou 79 mortos, chegou nesta quinta-feira ao Parlamento espanhol, com a presença dos diretores das duas empresas envolvidas.

O presidente da empresa que administra as infraestruturas ferroviárias (Adif) e o da companhia pública de ferrovias (Renfe), estão explicando no Congresso alguns pormenores do acidente e as características do trem acidentado e da linha em que circulava. O trem, que cobria a rota Madri-Ferrol, descarrilou em 24 de julho à noite em uma curva próxima a Santiago quando viajava a uma velocidade superior à permitida no trecho, que era de 80 km/h.

O motorista, Francisco José Garzón, ia a 192 km/h pouco antes do acidente e, embora tenha usado o freio, não conseguiu evitar a saída da via, que aconteceu a 153 km/h. Até poucos segundos antes do descarrilamento, o maquinista falava por telefone com o controlador do trem, que viajava em outro vagão.

Garzón, 52 anos, é acusado de 79 homicídios por imprudência e o juiz decidiu deixá-lo responder às acusações em liberdade, mas retirou o passaporte e a licença de motorista e lhe obrigou a comparecimentos semanais no julgado.

O juiz que instrui o caso continua as investigações e hoje mesmo convocou novas testemunhas a depor. Paralelamente, a Polícia Científica deu por encerrada a busca de objetos entre os destroços do trem, depois de encontrar, ontem, o celular e o laptop do maquinista.

EFE   
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