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Papa Bento XVI doa R$ 182 mil a vítimas da violência na Síria

31 mar 2012
20h46

O papa Bento XVI irá destinar cerca de U$ 100 mil (equivalente a cerca de R$ 182 mil) à assistência imediata da "população afetada pela violência" na Síria. Segundo informações da Rádio Vaticana, a soma será entregue pelo monsenhor Giampietro Dal Toso, que partiu hoje a Damasco. Ele deve encontrar-se com membros da igreja local durante a viagem, de acordo com a agência Ansa.

Luta por liberdade revoluciona norte africano e península arábica

O Vaticano divulgou recentemente que o Papa doará as contribuições que forem arrecadadas na missa da Quinta-Feira Santa aos refugiados da Síria. A celebração será realizada no dia 5 de abril. Atualmente, a Igreja Católica está comprometida com a Síria por meio de suas organizações de caridade e projetos de assistência à população, em particular nas regiões de Homs e Alepo.

Damasco de Assad desafia oposição, Primavera e Ocidente
Após derrubar os governos de Tunísia e Egito e de sobreviver a uma guerra na Líbia, a Primavera Árabe vive na Síria um de seus episódios mais complexos. Foi em meados do primeiro semestre de 2011 que sírios começaram a sair às ruas para pedir reformas políticas e mesmo a renúncia do presidente Bashar al-Assad, mas, aos poucos, os protestos começaram a ser desafiados por uma repressão crescente que coloca em xeque tanto o governo de Damasco como a própria situação da oposição da Síria.

A partir junho de 2011, a situação síria, mais sinuosa e fechada que as de Tunísia e Egito, começou a ficar exposta. Crise de refugiados na Turquia e ataques às embaixadas dos EUA e França em Damasco expandiram a repercussão e o tom das críticas do Ocidente. Em agosto a situação mudou de perspectiva e, após a Turquia tomar posição, os vizinhos romperam o silêncio. A Liga Árabe, principal representação das nações árabes, manifestou-se sobre a crise e posteriormente decidiu pela suspensão da Síria do grupo, aumentando ainda mais a pressão ocidental, ancorada pela ONU.

Mas Damasco resiste. Observadores árabes foram enviados ao país para investigar o massacre de opositores, sem surtir grandes efeitos. No início de fevereiro de 2012, quando completavam-se 30 anos do massacre de Hama, as forças de Assad iniciaram uma investida contra Homs, reduto da oposição. Pouco depois, a ONU preparou um plano que negociava a saída pacífica de Assad, mas Rússia e China vetaram a resolução, frustrando qualquer chance de intervenção, que já era complicada. De acordo com cálculos de grupos opositores e das Nações Unidas, pelo menos 9 mil pessoas já morreram desde o início da crise Síria.

Fonte: Terra

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