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Países europeus aumentam ajuda à Rússia para conter incêndios

8 ago 2010
10h23
atualizado às 10h42

França, Itália e outros países europeus aumentaram neste domingo sua ajuda à Rússia para controlar os incêndios florestais que devastaram o centro do país e mantêm Moscou sitiada.

Barco de passeio navega por canal de Moscou sob densa fumaça causada por incêndios florestais
Barco de passeio navega por canal de Moscou sob densa fumaça causada por incêndios florestais
Foto: AFP

O primeiro-ministro francês, François Fillon, e o italiano, Silvio Berlusconi, entraram em contato com o chefe do governo russo, Vladimir Putin, para anunciar o envio adicional de aviões e equipes de combate a incêndios, informou o serviço de imprensa do Executivo.

Roma ofereceu vários aviões, além dos dois destinados à Rússia anteriormente, enquanto Paris disponibilizou uma aeronave, 37 caminhões de bombeiros, 15 bombas de água de alta pressão e uma unidade de 120 socorristas.

Além disso, a Polônia anunciou que um grupo de 155 bombeiros viajou à Rússia para colaborar nos trabalhos de extinção dos incêndios florestais, que já mataram 52 pessoas.

Durante a semana, Alemanha e Bulgária também ofereceram ajuda e enviaram à Rússia aviões, helicópteros, equipes e bombeiros, assim como Ucrânia, Azerbaijão, Armênia, Cazaquistão, Belarus e outros países.

O Ministério de Emergências da Rússia informou neste domingo que o número de incêndios florestais na parte europeia do país diminuiu de sábado para domingo de 577 para 554 focos, e que também foi reduzida a superfície afetada, para pouco mais de 190 mil hectares.

"A situação com os incêndios no país é complicada, mas seguimos uma tendência positiva", disse à agência oficial RIA Novosti a porta-voz do ministério, Tatiana Andrianova.

A funcionária disse que nas últimas 24 horas 269 novos focos de incêndio surgiram no país e que 276 foram apagados.

Segundo o boletim oficial, desde o começo da onda de calor e dos incêndios no país foram registrados 25,6 mil focos em uma área total de mais de 744 mil hectares.

Segundo o Ministério de Emergências, encarregado de combater os incêndios com ajuda do Exército, 161,8 mil pessoas participam nos trabalhos de extinção do fogo em todo o país, além de sete mil soldados e milhares de voluntários.

Do total dos incêndios, 22 foram registrados na região de Moscou, que hoje segue coberta por uma espessa camada de fumaça e ainda é afetada pela onda de calor, com uma temperatura de mais de 34ºC.

O centro de crise da região afirmou que, pela primeira vez em duas semanas, foi possível "estabilizar a situação" graças à mobilização adicional de mil de bombeiros, que conseguiram bombear água durante 24 horas para alguns focos de incêndio.

A concentração de substâncias tóxicas no ar da capital russa superava neste domingo as normas sanitárias em 3,4 vezes, enquanto no sábado chegava a quase sete, e a visibilidade nas ruas era de 300 a 400 metros, o que dificulta o trânsito.

Os aeroportos da capital russa também continuam com problemas. Voos foram desviados e a saída de muitos, atrasada, deixando mais de duas mil pessoas presas nos terminais.

Vários países europeus iniciaram este fim de semana a retirada parcial dos funcionários de suas embaixadas e de seus familiares e recomendaram seus cidadãos a não viajarem a Moscou e às zonas afetadas pelos incêndios.

O Ministério da Saúde russo recomenda os moradores da capital a não sair às rua nem abrir as janelas, utilizar mascaras - que já estão em falta nas farmácias -, não fazer esforços físicos, beber muito água e evitar o álcool e o tabaco.

Fontes médicas afirmam que o duplo impacto da fumaça e do calor aumentou em quase um terço os casos mortais entre pessoas com doenças cardiovasculares e problemas de hipertensão.

Segundo as previsões, a onda de calor continuará em Moscou e na parte europeia da Rússia até o meio da semana que vem, quando espera-se uma mudança dos ventos e uma queda nas temperaturas.

EFE   
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