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Navios britânicos para o Mediterrâneo em plena tensão sobre Gibraltar

12 ago 2013
07h49
atualizado às 08h00

Navios de guerra zarpam a partir desta segunda-feira da Inglaterra para manobras no Mediterrâneo, previstas há muito tempo segundo Londres, mas que coincidem com o aumento de tensão entre Espanha e Grã-Bretanha por Gibraltar, onde uma pequena fragata fará escala.

A fragata HMS Westminster zarpará na terça-feira e chegará às águas do pequeno território britânico ao sul da Península Ibérica durante a semana, segundo o ministério britânico da Defesa.

Este navio de guerra participará ao lado de outros três nos exercícios "Cougar 13" previstos no Mediterrâneo e no Golfo.

"Esta é uma mobilização de rotina prevista há muito tempo", afirmou o ministro britânico da Defesa, Philip Hammond.

Mas as manobras acontecem depois que a tensão entre Londres e Madri sobre Gibraltar, um enclave de sete quilômetros quadrados cedido a Grã-Bretanha em 1713 e no qual vivem 30.000 pessoas, ressurgiu em julho a respeito do direito de pesca nas águas próximas.

As autoridades de Gibraltar provocaram a revolta de Madri com a construção de um recife artificial com blocos de cimento afundados na baía de Algeciras, no Mediterrâneo, para impedir incursões de pescadores espanhóis em águas que considera suas.

Desde então, longas filas são registradas na fronteira e Gibraltar afirma que a Espanha multiplica os controles alfandegários como represália.

Madri afirma que os controles são obrigatórios, já que Gibraltar, como o Reino Unido, não integra o espaço Schengen, e necessários para lutar contra o contrabando.

O governo espanhol também estuda uma medida para impor uma taxa de 50 euros para entrar ou sair de Gibraltar que, segundo o ministro de Assuntos Exteriores José Manuel García-Margallo, tem como objetivo ajudar os pescadores locais afetados.

A Espanha também está avaliando a possibilidade de levar o caso de Gibraltar a instâncias internacionais como a ONU ou a Corte Internacional de Haia, segundo o chanceler do país.

Ao mesmo tempo, García-Margallo afirmou que nenhuma decisão foi tomada.

O ministro também afirmou que considera a possibilidade de criar uma frente com a Argentina, que reivindica a soberania sobre as ilhas Malvinas no Atlântico Sul, para comparecer a organismos internacionais como a ONU.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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