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Mortos em ataques na Noruega chegam a 92; suspeito é interrogado

23 jul 2011
08h14
atualizado às 15h23

O número de mortos nos ataques na Noruega na sexta-feira subiu para 92 informou no sábado a polícia do país. O norueguês Anders Behring Breivik de 32 anos está sendo questionado pela explosão da bomba na capital, Oslo, que matou sete pessoas e o tiroteio na ilha de Utoya no qual pelo menos 85 pessoas morreram.

Vestido de policial, Breivik teria chegado à ilha perto de Oslo e disparado contra jovens que participavam de um acampamento do Partido Trabalhista (do governo) no local. Havia cerca de 600 jovens no encontro. Este foi considerado o pior ataque ocorrido na Noruega desde a Segunda Guerra Mundial. Breivik também é suspeito de relação com o atentado a bomba ocorrido em Oslo um pouco antes.

O ministro da Justiça do país, Knut Storberget, e o premiê norueguês, Jens Stoltenberg, disseram em entrevista coletiva que é cedo para especular os motivos da tragédia e que não se sabe se o atirador agiu sozinho.

A jovem Emma Christiansen, 16 anos, que participava do acampamento, disse à BBC ter visto o homem vestido de policial sendo abordado por um jovem e atirando contra ele. "Então, corri para dentro de casa. Foi assustador."

A polícia acredita que o mesmo homem esteja relacionado com o ataque a bomba no centro de Oslo, atingindo vários prédios do quartel-general do governo da Noruega. Ao menos sete pessoas morreram. Há relatos de que o homem tenha sido visto em Oslo antes de seguir à ilha de Utoya, onde explosivos não detonados foram encontrados pela polícia.

O chanceler da Noruega, Jonas Gahr Store, confirmou, em entrevista à BBC, que suspeita-se que o detido tenha ido ao acampamento depois de participar do atentado à capital norueguesa.

"Mais democracia"
Mas a motivação dos ataques ainda é desconhecida, segundo disseram os líderes noruegueses. "Não sabemos quem nos atacou", disse o premiê durante a entrevista coletiva. "A Noruega se unirá nesse momento de crise. Você (em referência aos idealizadores do ataque) não destruirá nossa democracia. Nossa resposta à violência será mais democracia."

As autoridades não confirmaram se estão procurando por mais suspeitos, mas disseram que não tiveram conhecimento de nenhuma ameaça prévia relacionada aos atentados. "Foi uma grande surpresa, não tínhamos nenhum indicativo de que isso ocorreria", disse o chanceler Store à BBC.

O ministro da Justiça disse que a polícia está usando "todos os recursos disponíveis" para lidar com a crise e investigar os responsáveis. Ele pediu que a população fique longe do centro de Oslo por enquanto e que evite o uso de celulares, para não sobrecarregar a rede de telefonia do país.

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Tragédia na Noruega
A Noruega viveu na última sexta-feira, dia 22, a maior tragédia do país desde a Segunda Guerra Mundial. Dois atentados deixaram, até o momento, um saldo de 92 mortos. Primeiro, uma bomba explodiu no centro da capital, Oslo, na região onde estão localizados vários prédios governamentais, inclusive o escritório do premiê, Jens Stoltenber. Sete pessoas morreram, mas a polícia admite possa haver corpos não resgatados nos prédios.

A segunda tragédia aconteceu em uma ilha próxima da capital, Utoya. Lá, Anders Behring Breivik, um homem de 32 anos vestido com uniforme da polícia, abriu fogo contra jovens reunidos em um acampamento de verão. Ao menos 85 morreram. A maioria pelos tiros disparados. Alguns outros morreram afogados após tentarem fugir nadando. Ele foi detido logo depois, pela polícia, e admitiu o crime. Suspeita-se que o atirador - que é ligado à extrema-direita - também tenha orquestrado o ataque em Oslo.

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