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Manifestantes turcos apresentam denúncia por violência policial

19 jun 2013
06h25
atualizado às 06h32
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O movimento Solidariedade Taksim, responsável por coordenar os protestos que vem ocorrendo na Turquia há três semanas, apresentou denúncias nos tribunais do país contra várias autoridades por considerá-las responsáveis pela violência policial, informou nesta quarta-feira a emissora CNNTürk.

O movimento popular abriu um inquérito na Promotoria de Istambul para denunciar judicialmente o governador da cidade, o secretário de Segurança, o prefeito e executivos da empreiteira Kalyon, que teria dado ordens aos seus empregados para agirem contra os manifestantes.

O argumento da acusação está embasado nos dados divulgados ontem pela Associação Turca de Médicos (TBB), que calculou em 7.822 o número de feridos nos protestos, 59 deles em estado grave - seis correm risco de morte -, além de quatro mortos.

A violência continuou até esta madrugada em vários bairros de Ancara e de Eskisehir, onde a polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar milhares de manifestantes.

Em Istambul, no entanto, não foram registrados incidentes, na segunda noite seguida de calma em mais de três semanas, mas os protestos continuaram, só que de forma mais silenciosa.

Centenas de pessoas se reuniram pela noite na Praça Taksim, sob forte vigilância policial, para permanecerem parados durante horas, sem falar e olhando para frente.

Os manifestantes estão seguindo o exemplo do ator Erdem Gündüz, que na noite da segunda-feira começou este tipo de protesto, que se transformou em um novo fenômeno por toda a Turquia, com ações de apoio em outros países.

Enquanto isso, o governo abriu uma licitação para adquirir 100 mil cartuchos de gás lacrimogêneo e 50 blindados policiais, informou hoje o jornal turco "Milliyet".

Os estoques de gás quase acabaram, após terem sido disparados mais de 130 mil cartuchos nas últimas semanas, afirmou a publicação.

A licitação inclui também a aquisição de 15 blindados policiais leves e 45 blindados do tipo TOMADA, veículos enormes com canhões de água, que foram maciçamente utilizados contra os manifestantes nestes protestos.

EFE   
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