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Maior risco para a Igreja é seu próprio pecado, diz Papa

29 jun 2010
14h18
atualizado às 14h36
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O papa Bento XVI disse, nesta terça-feira, que "o perigo mais grave para a Igreja" católica são os pecados cometidos por seus membros, que a contaminam por dentro.

Durante missa celebrada na basílica de São Pedro, em homenagem aos santos patronos de Roma, Pedro e Paulo, o Sumo Pontífice não mencionou explicitamente os escândalos de pedofilia que há meses sacodem o clero, mas declarou que "as perseguições sofridas pelos cristãos" em dois mil anos de história "não são o perigo mais grave para a Igreja".

"Os danos mais sérios vêm do que contamina a fé e a vida cristã de seus membros e suas comunidades, debilitando sua capacidade de testemunho e de profecia", disse Bento XVI em sua homilia.

Citando o apóstolo São Paulo, o Papa falou de "problemas de divisões, de incoerência, de infidelidade ao Evangelho que ameaçam seriamente a Igreja".

Entre os "males espirituais e morais" que minam a Igreja católica de dentro, o Papa citou "atitudes negativas" como "o egoísmo, a vaidade, o orgulho, o apego ao dinheiro".

Em 11 de maio, no avião em que viajava para Portugal, o Papa já havia dito que a maior "perseguição" contra a Igreja não vinha de "inimigos externos", mas de seu próprio "pecado".

Entre os assistentes à missa desta terça-feira estava o monsenhor André-Mutien Léonard, chefe da Igreja católica da Bélgica, onde uma busca na sede do episcopado no âmbito de uma investigação por pedofilia despertou a ira do Vaticano e do Papa.

AFP   

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