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Líder ucraniana do Femen relaciona agressão a visita de Putin

27 jul 2013
13h13
atualizado às 13h14

A líder do Femen na Ucrânia, Anna Gutsol, afirmou ter sido agredida por um desconhecido neste sábado, acusou os serviços especiais ucranianos e afirmou que o grupo feminista planeja se manifestar contra a visita do presidente russo, Vladimir Putin, ao país.

Anna contou à AFP que entrava em seu apartamento na manhã de hoje, após passear com seu cão, quando um desconhecido a agrediu com um soco no rosto, pegou o animal e fugiu correndo.

A ativista disse ter percebido, na véspera, que estava sendo seguida. "Corri atrás dele, mas só consegui ver que ele entrou em um carro e levou meu cachorro."

"Dá no mesmo se for um membro do Serviço de Segurança Ucraniano (SBU) ou um bandido contratado por ele", declarou, afirmando que a agressão teve o objetivo de intimidá-la em meio a uma série de comemorações politicamente sensíveis na Ucrânia neste fim de semana.

Anna afirmou que o grupo feminista tentará se manifestar contra a visita de Putin: "Toda esta intimidação e violência não nos deterá."

O militante Viktor Sviatski, considerado um dos ideólogos do Femen, foi agredido perto da sede da organização em Kiev na última quarta-feira, levando o movimento feminista a denunciar uma tentativa de intimidação às vésperas da visita de Putin.

Anna disse ontem que Sviatski foi atingido por dois desconhecidos, e que um deles lhe disse: "Diga a elas que serão as próximas."

O Femen afirmou que membros do movimento já haviam sido alertadas para qualquer ação de protesto durante a visita de Putin para as celebrações do 1.025º aniversário de cristianização da Rússia e Ucrânia.

As militantes do Femen, grupo fundado na Ucrânia, mas cuja sede fica em Paris, realizam há anos, em todo o mundo, ações com os seios à mostra, para denunciar o sexismo e a discriminação contra as mulheres.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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