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Líder da esquerda desiste de tentar formar novo governo na Itália

Segundo o governo, o presidente Giorgio Napolitano vai iniciar as negociações pessoalmente

28 mar 2013
13h43
atualizado às 16h05
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O chefe da esquerda italiana, Pier Luigi Bersani, anunciou nesta quinta-feira que desistiu de formar um governo, por não ter conseguido constituir uma maioria parlamentar estável para apoiá-lo. "As discussões (com as outras formações políticas) falharam", declarou Bersani à imprensa, pouco depois de ter se reunido com o presidente italiano. Giorgio Napolitano vai iniciar "diretamente suas próprias consultas", segundo um porta-voz.

<p>Líder de centro-esquerda Pier Luigi Bersani durante reunião com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, no palácio Quirinale, em Roma</p>
Líder de centro-esquerda Pier Luigi Bersani durante reunião com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, no palácio Quirinale, em Roma
Foto: Remo Casilli / Reuters

Mais cedo, a centro-esquerda fez um apelo de última hora aos outros partidos para liberar o caminho para um novo governo. Bersani, cuja aliança ficou aquém da maioria necessária para governar depois das eleições do mês passado, fez pouco progresso em cinco dias de conversas com partidos rivais.

O impasse na terceira maior economia da zona do euro tem sido observado com crescente alarme em toda a Europa, enquanto a crise em Chipre elevou a preocupação com uma renovação da turbulência do mercado que poderia ameaçar a estabilidade do bloco.

Nesta quinta-feira, o principal indicador da confiança do mercado, o spread entre os títulos italianos de 10 anos e os seus equivalentes alemães, considerados mais seguros, aumentou para 350 pontos-base, cerca de 30 pontos a mais do que o nível observado antes da eleição de 24 e 25 de fevereiro.

Tanto o bloco de centro-direita do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, segunda maior força no Parlamento, quanto o Movimento 5-Estrelas, que mantém o equilíbrio de poder, rejeitaram as tentativas de Bersani para formar um governo viável.

Agora, as opções incluem a nomeação de uma pessoa de fora para chefiar um governo tecnocrata como o do primeiro-ministro de saída, Mario Monti, ou uma ampla coligação multipartidária.

Presidente
As perspectivas de que Monti pudesse ser convidado a permanecer no cargo desapareceram desde que o ministro de Relações Exteriores, Giulio Terzi, renunciou esta semana, em uma decisão que mostrou as tensões no governo interino.

Mas as dificuldades de Bersani têm mostrado o quão difícil será mesmo para um novo gabinete tecnocrata ganhar apoio no Parlamento, aumentando as chances de outra eleição.

Para que isso aconteça, no entanto, um novo chefe de Estado deve ser eleito pelo Parlamento para suceder Napolitano, cujo mandato termina em meados de maio. As regras constitucionais italianas impedem que um presidente dissolva o Parlamento durante os meses finais de seu mandato.

Até esta tarefa é politicamente preocupante porque Berlusconi quer escolher o novo chefe de Estado, algo que Bersani rejeita.

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