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Kaczynski: informe sobre acidente de avião polonês é 'piada'

12 jan 2011 11h35
| atualizado às 12h02
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O relatório russo sobre a catástrofe do avião do ex-presidente polonês Lech Kaczynski em Smolensk (Rússia) apresentado nesta quarta-feira, em Moscou, é ''uma piada'', declarou o irmão gêmeo do chefe de Estado falecido, Jaroslaw Kaczynski, chefe da oposição conservadora polonesa.

"Esse relatório é uma piada para a Polônia", declarou Jaroslaw Kaczynski à imprensa em Varsóvia.

"Esta é a consequência por deixar a investigação nas mãos dos russos. O relatório responsabiliza os pilotos e a Polônia, de maneira unilateral e sem provas. Muitas perguntas ainda precisam ser respondidas", acrescentou.

Altos dirigentes poloneses, ignorando as advertências russas, pressionaram os tripulantes para que pousassem o avião do presidente Kaczynski, que caiu em abril passado na Rússia, e um deles, o chefe da Força Aérea, tinha álcool no sangue, revelou nesta quarta-feira a investigação russa do acidente.

"A presença no cockpit de altos dirigente - o chefe da Força Aérea e o chefe do protocolo - (...) constituíram uma pressão psicológica sobre a tripulação, influindo em sua decisão de proceder a uma aterrissagem em condições desapropriadas", declarou Tatiana Anodina, chefe do Comitê intergovernamental de Aviação (MAK), durante uma coletiva de imprensa em Moscou.

"Foi detectado álcool - uma quantidade de 0,6 mg/l - no sangue do chefe da Força Aérea", o general Andrzej Blasik, acrescentou.

Por outra parte, a preparação dos pilotos do avião do presidente era insuficiente, segundo os resultados da investigação.

O Tupolev 154 que levava o presidente Lech Kaczynski, sua esposa Maria Kaczynska e outras altas autoridades polonesas caiu em 10 de abril de 2009 ao tentar pousa, em meio a uma espessa neblina, em Smolensk, oeste da Rússia. Todos seus ocupantes morreram.

O presidente polonês devia assistir às cerimônias pelo 70ª aniversário da matança de 22.000 oficiais poloneses prisioneiros do Exército russo pela polícia secreta soviética durante a Segunda Guerra Mundial em Katyn, perto de Smolensk.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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