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Julgamento de capitão do Costa Concordia começa nesta 4ª

16 jul 2013
13h46
atualizado às 13h53
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Um ano e meio depois do naufrágio do cruzeiro Costa Concordia, no qual 32 pessoas morreram, começará amanhã o julgamento do principal acusado, o capitão Francesco Schettino, enquanto o cruzeiro permanece encalhado em frente à ilha italiana de Giglio.

O início do processo, realizado em Grosseto (centro da Itália), marcado para o último dia 9, foi adiado por conta de uma greve de advogados, mas está previsto que comece amanhã com a apresentação das partes civis. Apresentaram-se 242 partes litigantes, entre passageiros, grupos ambientalistas, prefeitura e o grupo Costa Cruzeiros, ao qual pertencia o navio.

O processo será realizado, assim como foi para as audiências preliminares, no teatro de Grosseto devido à presença de aproximadamente 160 pessoas entre público, parentes das vítimas e passageiros.

O julgamento terá uma longa duração já que a promotoria convocou 338 testemunhas, enquanto o advogado de Schettino chamou 96, e as partes litigantes, 575.

O capitão Schettino enfrenta neste julgamento a acusação de múltiplo homicídio culposo, abandono do navio, naufrágio e de não ter informado imediatamente às autoridades portuárias sobre a colisão que provocou o naufrágio em 13 de janeiro de 2012.

No dia 20 de julho, em uma audiência preliminar de um julgamento paralelo, serão divulgadas as sentenças (entre 1 e 2 anos de prisão) para os outros acusados do naufrágio: o responsável pela ponte de comando (espaço onde o navio é comandado) Ciro Ambrosio, o oficial Coronica Silvia, o timoneiro Jacob Rusli, o chefe dos serviços de bordo, Manrico Giampedroni, e o chefe da unidade de crise da Costa Cruzeiros em terra, Roberto Ferrarini.

O cruzeiro, de 290 metros de largura e 70 metros de altura, segue encalhado, oxidando-se pouco a pouco, sem que aparentemente tenha havido alguma mudança apesar das tentativas de removê-lo para outro lugar.

Desde maio de 2012 a equipe de resgate Titan Salvage é encarregada da construção de estruturas submarinas para estabilizar o navio e evitar que ele afunde para sempre, o que significaria uma enorme catástrofe ambiental.

O próximo passo, segundo a imprensa italiana, é a instalação de grandes "vasilhas" que servirão para fazer o navio flutuar e transferí-lo a outro lugar mais seguro para seu desmonte.

As companhias explicaram que o processo para desencalhar o navio poderia começar em setembro, mas o comissário encarregado da emergência, Franco Gabrielli, explicou em recente entrevista que esta operação poderia atrasar devido à "falta de dados que garantam a segurança da operação".

EFE   
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