1 evento ao vivo

Italiano quer vender a própria mãe em exposição de arte

7 abr 2011
10h28
atualizado às 10h41

Um artista italiano decidiu vender sua mãe com o resto de suas obras no próximo sábado, em uma galeria de arte em Gênova, no noroeste da Itália. Max Papeschi colocará sua mãe ao lado de um cartaz com dados sobre ela, como suas medidas.

Max Papeschi quer colocar sua mãe à venda ao lado de um cartaz com dados sobre ela, como suas medidas
Max Papeschi quer colocar sua mãe à venda ao lado de um cartaz com dados sobre ela, como suas medidas
Foto: EFE

De acordo com a agência EFE, o preço cobrado pela mãe de Papeschi não aparecerá na exposição - segundo o artista, porque é algo "privado" e terá que ser negociado com os compradores finais. Max Papeschi fala em "compradores", no plural, porque ele afirma que, ao longo da mostra, haverá sete "cópias" diferentes de sua mãe. O artista disse que não revelará o mistério até a abertura da exposição.

"Todas são minha mãe, são sete cópias, mas são todas originais. Não são atrizes, são minha mãe", insistiu Papeschi, que não revela os detalhes porque "seria como pedir a um chefe de cozinha para explicar como fazer seu melhor molho". Uma vez que o comprador decida adquirir uma das "cópias", o artista garante que o novo dono poderá fazer o que quiser com a aquisição. "Podem expô-la em uma fundação ou em vários museus, o que quiserem", disse Max Papeschi.

O italiano afirma que não quer denunciar nada com a exposição, e sim mostrar uma ideia muito difundida no meio artístico, segundo ele - a de que é possível vender qualquer coisa para alcançar fama e êxito. "Neste mundo da arte, é muito comum ouvir que alguém seria capaz de vender a própria mãe para ter sucesso e dinheiro, então eu decidi fazer isso acontecer", disse Max Papeschi, que afirma que a ação pretende "transformar uma metáfora em um evento real ".

Além disso, Papeschi quer ver a reação do público diante da possibilidade de comprar um ser humano como se fosse uma obra de arte. "Me interessava a ideia de vender o mais querido e o mais sagrado", disse o artista, que afirma que hoje se vendem pessoas, "mas não tão diretamente".

Fonte: Terra
publicidade