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Ilha norueguesa terá monumento a vítimas de massacre

22 ago 2011
12h46
atualizado às 13h12

A ilha holandesa de Utoya contará com um monumento em memória das 69 vítimas do massacre de 22 de julho, enquanto seu refeitório, onde muitos jovens foram assassinados, será demolido total ou parcialmente.

A informação foi anunciada nesta segunda-feira em Oslo por Martin Henriksen, o presidente da sociedade criada pelas juventudes do Partido Trabalhista (AUF, na sigla em norueguês), proprietária da ilha, para a administração do local.

Henriksen revelou que o fundo constituído após o massacre de Utoeya já arrecadou cerca de 21 milhões de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 6,2 milhões) e que, embora ainda haja muitas questões a serem tratadas, ficou decidido que será erguido um monumento e que o refeitório será demolido.

Foi nesse local, que também conta com salas de reunião, que o ultradireitista Anders Behring Breivik começou a disparar contra os jovens que participavam do acampamento das AUF e onde muitos permaneceram trancados durante horas, antes que o assassino fosse capturado pela Polícia.

"Isso será feito porque não podemos esperar que as pessoas voltem lá com o mesmo cenário onde tudo aconteceu. Eu mesmo teria problemas para realizar reuniões nessas salas, portanto também não podemos esperar que outros não tenham", afirmou Henriksen.

Segundo ele, se todo o dinheiro do fundo não for utilizado nessa operação, os recursos que restarem serão destinados a outras homenagens às vítimas, mas em nenhum caso irá a financiar as AUF ou o Partido Trabalhista.

A Polícia norueguesa devolverá nas próximas horas o controle da ilha a seus proprietários, após ter ficado fechada desde o dia do massacre por conta da investigação. Nesse período, Utoya só permaneceu aberta no último final de semana para as visitas de familiares das vítimas e sobreviventes, dentro do programa de homenagem que terminou neste domingo com uma cerimônia no Oslo Spektrum.

EFE   

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