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Hollande confirma apoio da França ao Exército de Mali

11 jan 2013
15h40
atualizado às 16h30
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O presidente da França, François Hollande, afirmou que as Forças Armadas de seu país apoiaram nesta sexta-feira tropas do Mali em sua tentativa de conter o avanço dos grupos islamitas que controlam o norte do país africano. Em um breve discurso no Palácio do Eliseu, sede da Presidência, Hollande confirmou a ajuda militar da França a Mali e disse que essa operação "durará o tempo necessário".

O presidente da França, François Hollande, confirma a ajuda ao Mali, durante discurso no Palácio do Eliseu
O presidente da França, François Hollande, confirma a ajuda ao Mali, durante discurso no Palácio do Eliseu
Foto: AFP

Horas antes, Hollande tinha anunciado que, respeitando as normas da ONU, a França estava disposta a responder favoravelmente ao pedido de intervenção militar das autoridades de Mali. Hollande não revelou quantos soldados foram enviados ao país africano, mas insistiu que "os terroristas devem saber que a França estará presente quando se tratar não só de seus interesses fundamentais, mas dos direitos de uma população, a de Mali, que quer viver livre e em democracia".

O presidente malinês, Dioncounda Traoré, pediu nesta quinta-feira ajuda militar à França, e Hollande afirmou hoje que atendeu por considerar que a situação põe em risco não só "a existência desse Estado amigo", mas também a segurança de sua população e a dos franceses que vivem nesse país, cerca de 6 mil.

Hollande ressaltou que "o mundo inteiro conhece a brutalidade e o fanatismo" dos grupos islamitas liderados pelo grupo Ansar Al Din com o apoio de organizações terroristas como a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e o Monoteísmo e Jihad na África Ocidental (MYAO) e explicou que o apoio francês está voltado a "lutar contra esses elementos".

Hollande acrescentou que tanto o ministro de Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, como o de Defesa, Jean-Yves Le Drian, oferecerão aos franceses "todas as informações pertinentes" sobre o desenvolvimento desta operação, e declarou que o Parlamento debaterá a intervenção a partir de segunda-feira.

EFE   
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