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Grupos muçulmanos condenam assassinato de soldado em Londres

23 mai 2013
07h52
atualizado às 13h43
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Grupos muçulmanos condenaram nesta quinta-feira o "assassinato bárbaro" de um soldado britânico cometido na quarta-feira em Londres por supostos radicais islâmicos e apelaram aos meios de comunicação para não se precipitarem em seus juízos.

O ataque foi perpetrado com arma branca no bairro de Woolwich (sudeste de Londres) por dois indivíduos, que foram detidos e cuja origem é aparentemente nigeriana. Eles teriam invocado o nome de Alá ao cometer o crime.

Em comunicado, o Centro Islâmico de Greenwich qualificou o assassinato de "tragédia horrível e desprezível" e assegurou que a comunidade muçulmana está "profundamente em choque e entristecida por ter presenciado um crime terrível na vizinhança".

Perante os incidentes registrados na noite de ontem em duas mesquitas na Inglaterra, pelos quais duas pessoas foram detidas, esse grupo pediu aos meios de comunicação "para não se apressarem em seus juízos e esperar as investigações finais da Polícia, neste momento de confusão, incerteza e de emoções carregadas".

O Conselho Muçulmano do Reino Unido também condenou "sem reservas" o assassinato do soldado, que qualificou de "um ato bárbaro, sem nenhuma base no Islã".

A Organização da Cooperação Islâmica (OCI) classificou o ataque como "bárbaro" e sem ligação com o Islã. "Este assassinato brutal e bárbaro (...) foi um ato criminoso e escandaloso", declarou um porta-voz da organização islâmica, acrescentando em um comunicado que este ato não deve "ser ligado ao Islã, que prega a paz e rejeita o terrorismo".

Ele reafirmou "a posição firme e inabalável da OCI contra todas as formas de terrorismo, incluindo o ódio, a violência e a intolerância com base na religião". O porta-voz pediu "moderação" e se disse confiante de que a "tradição de tolerância da sociedade multirreligiosa e multirracial na Grã-Bretanha não será abalada por este incidente".

O jornal The Independent revelou que o ex-líder da organização islamita proibida Al Muhajiroun reconheceu um dos dois suspeitos do ataque, com o qual disse ter participado de reuniões desse grupo.

Anjem Choudary, ex-líder da controvertida organização muçulmana, definiu o suspeito, conhecido como "Mujahid", como "um rapaz agradável e tranquilo", que se converteu ao Islã em 2003. "Era um tipo completamente normal, simplesmente interessado no Islã, em memorizar o Alcorão. Desapareceu há uns dois anos e não sei que influências teve desde então", disse Choudary.

Fundada em 1983 pelo islamita Omar Baakri Muhammad, Al Muhajiroun adquiriu notoriedade por ter tentando justificar os atentados terroristas do dia 11 de setembro de 2001 contra os EUA e fomentar a retórica islamita no Reino Unido.

Com informações adicionais da agência AFP

EFE   
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