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Grupo de advogados pede que juiz chame Rajoy para depor em caso de corrupção

17 jul 2013
17h22
atualizado às 17h26

A Associação de Advogados Democratas pela Europa (Adade) pediu nesta quarta-feira ao juiz da Audiência Nacional espanhola, Pablo Ruz, que convoque para depor o presidente do governo, Mariano Rajoy, como testemunha no caso de corrupção protagonizado pelo ex-tesoureiro de seu partido, Luis Bárcenas.

Como acusação na investigação de dito caso de corrupção, a Adade quer que o juiz convoque também a secretária-geral do governante Partido Popular (PP), María Dolores de Cospedal, e seus antecessores nesse cargo, Javier Arenas e Francisco Álvarez Cascos, entre outros altos cargos dessa formação.

O pedido da Adade acontece no meio de um tenso debate no Congresso de Deputados, onde a oposição liderada pelo partido socialista (PSOE) reivindica que Rajoy preste depoimento para explicar as acusações feitas por Bárcenas sobre uma suposta dupla contabilidade no PP, com a qual teriam sido pagos salários extras a destacados membros, inclusive o chefe do governo.

O líder do PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, ameaça apresentar uma moção de censura se Rajoy não depor ou se seu partido, que tem a maioria absoluta no Congresso dos Deputados, voltar a vetar um pedido para que o chefe do governo compareça no plenário.

Bárcenas depôs na segunda-feira perante o juiz Pablo Ruz, que lhe acusa de delitos fiscais, de lavagem de capitais, suborno, falsificação de documentos e tentativa de fraude processual e lhe mantém em prisão incondicional sem fiança por considerar que existe risco de fuga.

O ex-tesoureiro aproveitou a ocasião para entregar ao juiz seus "papéis" sobre a suposta dupla contabilidade no partido e disse ao juiz que foram pagos 90 mil euros do caixa dois do PP a Rajoy e Cospedal em 2009 e 2010.

Segundo a Adade, o depoimento de Bárcenas admitindo o caixa 2 com doações de empresários e pagamentos a dirigentes do PP "deu um inegável reviravolta no caso", e completa as afirmações de outras testemunhas que confirmaram algumas das anotações dos papéis.

EFE   
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