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Governo espanhol cria comitê especial para enfrentar o ebola

Vice-presidente disse que o objetivo do comitê especial é conseguir coordenar da melhor forma possível a resposta ao problema que “gera preocupação na sociedade”

10 out 2014
12h43
atualizado às 17h22
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O governo espanhol aprovou, nesta sexta-feira, a criação de um comitê especial presidido pela vice-presidente do governo, Soraya Saénz de Santamaría, que vai coordenar e gerir toda a ação de resposta ao vírus ebola e que será apoiado por um comitê científico específico.

Ambulância ao entrar na emergência do hospital Alcorcon, nos arredores de Madri. 9/10/2014.
Ambulância ao entrar na emergência do hospital Alcorcon, nos arredores de Madri. 9/10/2014.
Foto: Sergio Perez / Reuters

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O anúncio foi feito pela própria vice-presidente, após a reunião semanal do Conselho de Ministros espanhol, quando foi analisada a atual situação do ebola na Espanha. “Neste momento, a principal preocupação do governo é o estado de saúde de Teresa Romero [a auxiliar de enfermagem infectada]. Queremos manifestar o nosso reconhecimento a todos os profissionais de saúde pela tarefa e esforços que estão fazendo”, disse.

Soraya disse que o objetivo do comitê especial é conseguir coordenar da melhor forma possível a resposta ao problema que “gera preocupação na sociedade”. Acrescentou que existe o compromisso do governo de trabalhar “com transparência e rigor”.

“A Espanha é um país preparado com profissionais sanitários de primeira ordem e capaz de responder a este problema. É obrigação do governo dar-lhes o máximo apoio e criar as melhores condições”, ressaltou Soraya Saénz.

Além da vice-presidente do governo, o novo organismo será integrado pela ministra da Saúde, Ana Mato, e por um representante do Ministério de Negócios Estrangeiros, que fará a articulação com a Organização Mundial da Saúde, a União Europeia e outros atores internacionais. Participarão ainda representantes dos ministérios da Defesa, do Interior e da Justiça.

O comitê integrará igualmente representantes das estruturas regionais de saúde, o presidente do novo comitê científico e um representante do Hospital Carlos III, onde está internada a auxiliar de enfermagem infectada e 13 pessoas em observação.

“Este comitê vai coordenar os meios e recursos disponíveis, promover a cooperação intrainstitucional e internacional, estabelecer protocolos de política informativa para a máxima transparência e analisar tanto o planejamento existente como a situação europeia e internacional para controle da doença”, disse a representante do comitê especial.

Foto: Arte Terra

Agência Brasil Agência Brasil

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