
Os franceses começaram a votar neste domingo no segundo turno das eleições legislativas que poderão dar maioria absoluta aos socialistas do presidente François Hollande e nas quais a extrema direita tentará voltar ao Parlamento pela primeira vez desde 1994.
A votação começou às 8h hora local (3h de Brasília) e terminará às 20h00 (15h00 de Brasília) nas grandes cidades para eleger 541 deputados, pois 36 já foram designados no primeiro turno de 10 de junho, marcado por uma abstenção recorde (42,7%).
Neste domingo, a participação era de 21,41% às 10h00 GMT (07h00 de Brasília) em leve aumento em relação ao primeiro turno (21,06% na mesma hora), informou o ministério do interior.
Quase um mês e meio depois de ter derrotado o conservador Nicolas Sarkozy e de ter levado a esquerda ao Palácio do Eliseu após 17 anos de ausência, François Hollande poderá obter uma grande maioria na câmara baixa.
Segundo as últimas pesquisas, poderá ser inclusive uma maioria absoluta, o que evitaria fazer com que a esquerda tivesse que fechar acordo com ambientalistas e com a esquerda radical, cujas posições sobre Europa e a economia estão afastadas das do Partido Socialista (PS).
Várias pesquisas atribuem ao PS e a dois pequenos partidos aliados mais de 289 assentos dos 577 do Parlamento. Na pior das hipóteses, François Hollande teria que contar com o apoio dos Verdes, por conta de um acordo assinado antes da eleição, ou mesmo com a Frente de Esquerda, o antigo partido comunista.
No primeiro turno os socialistas e outros partidos menores aliados obtiveram 34,4% dos votos, os ambientalistas 5,4% e a esquerda radical, 6,9%, enquanto o principal partido conservador, o UMP, obteve 34,1%.
Os socialistas já são majoritários no Senado, na maioria das regiões e nas grandes cidades, pelo que uma maioria absoluta no Parlamento permitiria ao presidente francês aplicar sem obstáculos seu programa de campanha como a reforma fiscal e a recuperação da indústria.
- O candidato Gilbert Collard lança seu voto durante o segundo turno das eleições legislativas francesas Foto: AP
- Ex-candidata presidencial Ségolène Royal vota para as eleições legislativas em La Rochelle Foto: AP
- O primeiro ministro francês e candidato do Partido Socialista Jean-Marc Ayrault fala com jornalistas após votar no segundo turno das eleições Foto: AFP
- Um cidadão francês deposita o seu voto em uma urna durante as eleições legislativas em Louveciennes, no oeste de Paris Foto: AP
- A candidata Marine Le Pen sai de uma cabine de votação em Henin- Beaumont, durante as eleições legislativas francesas Foto: AP
- Eleitores fazem fila para votar no segundo turno das eleições parlamentares francesas em um colégio eleitoral de Nantes Foto: AFP
- Membros do Movimento da Juventude Socialista comemoram o resultado do segundo-turno das eleições para o parlamento do País. O Partido Socialista, do presidente recém-eleito François Hollande, conseguiu maioria no congresso Foto: AFP
- Membro da União por um Movimento Popular, de centro-direita, e ex-Ministro dos Transportes no governo de Nicolas Sarkozy, Thierry Mariani comenta o resultado das eleições diante da sede do partido Foto: AFP
- Ex-esposa do atual presidente François Hollande, do Partido Socalista, Segolene não foi apoiada pela atual mulher do chefe de Estado, Valérie Trierweiler, que declarou apoio a Falorni Foto: AFP
- A França é dividida em 577 distritos eleitorais que elegem um candidato ao congresso, cada. As votações em La Rochelle, parte do 1° distrito de Charente-Maritme, foram protagonizadas pela socialista Segolene Royal e o dissidente do partido Olivier Falorni Foto: AFP
- Candidata do Partido Socialista para o 1° distrito de Charente Maritme, Segolene Royal foi derrotada por Olivier Falorni, dissdente do partido Foto: AFP
- Olivier Falorni comemora a vitória obtida no segundo-turno das eleições parlamentárias na França Foto: AFP

