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25 de fevereiro de 2013 • 23h25 • atualizado às 23h54

Ex-aliado de Berlusconi, Fini deixa a Câmara que presidia

 

O atual presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, ficará de fora do Parlamento na próxima legislatura, depois do fracasso do seu partido nas eleições realizadas no domingo e nesta segunda-feira na Itália.

O ex-aliado de Silvio Berlusconi, que já foi até considerado o sucessor político do ex-primeiro-ministro, não superou a barreira de 2% necessária no pleito, ao qual concorria como parte de uma coalizão de centro liderada pelo atual chefe do Governo interino, Mario Monti.

A coalizão, que também era formada pela União de Democratas de Centro (UDC), ficou como a quarta força parlamentar e com uma posição quase irrelevante na Câmara dos Deputados e no Senado, muito abaixo das expectativas.

Em julho de 2010, Fini foi expulso do Partido Povo da Liberdade (PDL), do qual era co-fundador junto a Berlusconi, após um enfrentamento público mantido entre ambos durante um ato da formação.

Berlusconi considerou que a postura de Fini era incompatível com os princípios do partido e o acusou de falta de lealdade à formação e de fazer uma oposição interna nociva.

Após ser desligado do PDL, Fini criou um grupo parlamentar autônomo, o Futuro e Liberdade (FLI), e gerou a base para a crise de Governo que aconteceria depois, que culminou em dezembro com uma moção de censura ao governo Berlusconi. Sob as denúncias de compra de votos, o "Cavalieri" superou a moção com margem apertada.

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