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Esquerda grega rejeita governo de coalizão que apoie ajustes

8 mai 2012
10h53

O líder da esquerda radical grega Alexis Tsipras, que recebeu nesta terça-feira um mandato para formar o governo, descartou a participação de seu partido, o Syriza, em uma coalizão que apoie os ajustes impostos pela União Europeia e o FMI em troca de respaldo financeiro. "O veredicto do povo exclui um governo que aplique o memorando (que detalha as medidas de austeridade) e o acordo de empréstimo", disse Tsipras, em referência aos resultados das eleições legislativas de domingo, nas quais seu partido se tornou a segunda força política do país.

Alexis Tsipras recebeu nesta terça-feira um mandato para formar o novo governo
Alexis Tsipras recebeu nesta terça-feira um mandato para formar o novo governo
Foto: AP

Tsipras afirmou que os bancos devem ficar sob controle estatal e pediu que uma comissão internacional investigue se a dívida da Grécia é legal. "O veredicto popular claramente torna o acordo do resgate nulo", disse Tsipras a repórteres.

Os conservadores e os socialistas que formavam a coalizão foram duramente punidos nas urnas por terem adotado o programa de austeridade e não conseguiram alcançar os 151 deputados necessários para formar a maioria parlamentar.

Se agora os dois partidos desejam uma aliança com Syriza, "devem apenas escrever (à UE e ao FMI) para anular estes compromissos", completou Tsipras, que tem prazo de três dias para tentar formar um governo.

A Grécia se comprometeu, entre outras coisas, a aplicar a partir de junho uma série de cortes adicionais de 11,5 bilhões de euros até 2015. "Que o país tenha ou não tenha governo não nos deixa indiferentes, mas o importante é saber em qual direção será governado", destacou Tsipras. Caso uma nova maioria não seja formada, os gregos devem convocar novas eleições até o fim de junho.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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