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25 de janeiro de 2012 • 12h48 • atualizado às 13h14

Escócia deve ter plebiscito sobre independência em 2014

Alex Salmond participa de debate no Parlamento escocês em que a proposta de plebiscito foi lançada, em Edimburgo
Foto: Reuters
 

O primeiro-ministro da Escócia, Alex Salmond, revelou nesta quarta-feira que a pergunta que será feita aos escoceses no plebiscito previsto para 2014 será: "Você quer que a Escócia seja um país independente?". Salmond expôs nesta quarta-feira no Parlamento de Edimburgo o plano para convocar um plebiscito sobre a independência da Escócia, que há 300 anos faz parte do Reino Unido.

Ao divulgar seu projeto, o político nacionalista disse que seu objetivo é dar aos escoceses a possibilidade de comparecer às urnas para tomar uma decisão "direta" e "clara" e que deveriam ter direito ao voto as pessoas que moram na Escócia e tenham pelo menos 16 anos.

O líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP, em sua sigla em inglês) classificou a votação como a "decisão mais importante para a população da Escócia em 300 anos", em referência ao tempo transcorrido desde a chamada Ata de União de 1707, que uniu a Inglaterra com a Escócia.

Por causa da importante decisão que os escoceses devem tomar, Salmond disse que é essencial que a votação seja "justa, transparente e correta". "O povo que vive e trabalha na Escócia está melhor determinado para decidir seu futuro", afirmou Salmond, por isso que ele pretende ampliar o direito de participar do plebiscito aos escoceses de 16 e 17 anos.

A justificativa do político é de que se nessa idade é permitido contrair matrimônio, se inscrever no Exército e pagar impostos, também é possível ter voz sobre o futuro constitucional da Escócia.

O esperado discurso aconteceu, de forma simbólica, no dia do aniversário de nascimento de Robert Burns, o poeta nacional da Escócia (1759-1796).

O líder nacionalista quer a consulta para outono de 2014 porque na data se completarão 700 anos da batalha de Bannockburn, uma vitória escocesa sobre a Inglaterra nas guerras de independência da Escócia, e porque terá mais tempo para obter apoio. Entretanto, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, quer que o plebiscito seja realizado em 2013, com o objetivo de pôr fim à incerteza, que considera prejudicial para a economia escocesa.

Salmond defende que uma Escócia independente será modelo de uma sociedade mais justa e tolerante graças às medidas implantadas em sua autonomia, além de considerar que tornará mais positivas as relações entre esta região e a Inglaterra.

As enquetes afirmam que o apoio à opção da independência, por enquanto não respaldada por uma grande maioria, é maior entre os escoceses mais jovens.

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