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Empresa de navio naufragado na Itália admite erro de comandante

15 jan 2012 19h46
| atualizado às 20h17
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A Costa Cruzeiros, empresa proprietária do Costa Concordia, navio que naufragou na noite de sexta-feira matando ao menos cinco pessoas, admitiu neste domingo que Francesco Schettino, o comandante da embarcação, "cometeu erros de julgamento" e "não observou os procedimentos" para situações de emergência.

Schettino no momento da sua detenção, no sábado: empresa do Concordia assumiu erro do comandante
Schettino no momento da sua detenção, no sábado: empresa do Concordia assumiu erro do comandante
Foto: EFE

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"A justiça, com a qual a Costa Cruzeiros colabora, determinou a prisão do comandante, contra quem pesam graves acusações", destacou a companhia. "Parece que o comandante cometeu erros de julgamento que tiveram graves consequências" e que "suas decisões na gestão da emergência ignoraram os procedimentos da Costa Cruzeiros, que seguem as normas internacionais", informou a empresa.

Em seu comunicado, a Costa Cruzeiros destaca que Francesco Schettino, que entrou na companhia em 2002, como responsável de segurança, foi promovido a comandante em 2006, após concluir com sucesso todos os cursos de formação. A companhia afirma ainda que os membros da tripulação "realizam exercícios de evacuação a cada duas semanas" e que os "passageiros participam igualmente de um exercício" de abandono de navio logo após o embarque.

O Costa Concordia naufragou no final da noite de sexta-feira, quando tentou aproximar-se da ilha de Giglio, na costa ocidental italiana, na região da Toscana. O navio margeava a ilhota quando acertou uma rocha, sofreu pane elétrica e tombou. Dos mais de 4 mil a bordo, cinco morreram, cerca de 40 se feriram e 15 permanecem desaparecidos.

No sábado, enquanto os mergulhadores buscavam por sobreviventes, Schettino foi interrogado por horas e depois detido sob a tripla acusação de homicídio culposo múltiplo, naufrágio e abandono do navio com passageiros a bordo. Hoje, em entrevista concedida à TV italiana, o comandante negou as acusações. Mais cedo, a BBC noticiou que o presidente da Costa Cruzeiros, Gianni Ororato, afirmara que o capitão teria feito uma manobra com a intenção de proteger os passageiros e os tripulantes, mas que ela não foi bem sucedida por causa da rápida inclinação do navio após o impacto.

Veja no mapa o local onde aconteceu o acidente:

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