
A líder opositora birmanesa e prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi encerrou sua visita à Noruega nesta segunda-feira com um pedido de "consenso" entre as distintas partes de Mianmar (antiga Birmânia) para continuar os avanços no processo que será "bom" para todo o país.
"Esta viagem não é uma celebração da minha pessoa, mas de todo os que apoiaram este movimento", disse a ativista em seu discurso em Oslo, que também contou com a presença de Bono, vocalista do U2, e do ministro das Relações Exteriores da Noruega, Jonas Gahr Støre.
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Suu Kyi, que passou 24 anos em prisão domiciliar, defendeu a necessidade de esclarecer várias questões legais em país, especialmente a lei sobre cidadania.
A líder birmanesa, Støre e Bono também tinham discursado previamente na abertura do Fórum Oslo sobre direitos humanos, onde abordaram a importância do diálogo nesta transição.
Segundo Suu Kyi, um sistema judiciário que não seja corrupto é o mais importante para que Mianmar possa evoluir na direção correta.
A ativista chegou à Noruega na última sexta-feira e, no sábado, pronunciou o discurso de recepção do Nobel da Paz que havia recebido em 1991.
Anteriormente, por conta da prisão da ativista, o prêmio Nobel havia sido entregue aos filhos e marido de Suu Kyi, que, por sua vez, só pode voltar ao país onde foi premiada 21 anos depois.
A primeira viagem internacional de Suu Kyi em 24 anos só foi possível graças ao processo de reformas que tenta transformar a autocracia birmanesa em uma democracia parlamentar, uma mudança que começou a ser instaurada desde que a última junta militar se dissolveu e passou o poder para um Governo civil em 2011.
Após deixar a Noruega, Suu Kyi, acompanhada por Bono, deverá seguir para Irlanda, onde deverá permanecer apenas seis horas antes de seguir para Londres.
- Aung San Suu Kyi cumprimenta apoiadores no aeroporto de Yangon, em Mianmar, antes de partir para a Tailândia, na terça-feira Foto: AP
- Multidão acompanha o discurso de Suu Kyi na província de Samut Sakhon, na Tailândia Foto: AP
- A líder de oposição birmanesa Aung San Suu Kyi cumprimenta o líder opositor tailandês Abhisit Vejjajiva em uma reunião em Bangcoc. Suu Kyi faz sua primeira viagem ao exterior em quase 25 anos Foto: AP
- Aung San Suu Kyi acena para trabalhadores provenientes de Mianmar que vivem na Tailândia Foto: AP
- Suu Kyi acena após um discurso para trabalhadores provenientes de Mianmar, em Samut Sakho Foto: AP
- Suu Kyi é cercada por repórteres e seguranças após o discurso Foto: AP
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- Uma menina nascida em Mianmar é levada ao evento que teve a presença da líder opositora Aung San Suu Kyi, na Tailândia Foto: AP
- Suu Kyi discursa a exilados de Mianmar, na província tailandesa de Samut Sakhon Foto: AP
- Suu Kyi cumprimenta imigrantes que saíram de Mianmar para viver na Tailândia Foto: AP
- A líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi acena a apoiadores em visita à província de Samut Sakhon Province, na Tailândia, onde ela discursou a imigrantes de Mianmar exilados no país Foto: AP
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- Em sua primeira viagem internacional em 24 anos, a birmanesa Suu Kyi concede entrevista coletiva em Bangcoc Foto: AFP
- A opositora birmanesa contou detalhes sobre o período de mais de 15 anos que passou em prisão domiciliar. Segundo Suu Kyi, o rádio era seu principal meio de conexão com o mundo exterior Foto: Reuters
- Em outro momento, Suu Kyi pediu aos Estados Unidos e à China que não utilizem Mianmar, um país estratégico para ambos, como "um campo de batalha". "Muita gente se pergunta qual será a posição de Mianmar agora que começamos a caminhar em direção aos Estados Unidos, e como isto afetará nossas relações com a China", disse na coletiva de imprensa em Bangcoc Foto: Reuters
- A vencedora do Nobel da Paz ri durante a entrevista, na qual pediu auxílio de outros países para o povo de Mianmar Foto: Reuters
- A líder opositora birmanesa, Aung San Suu Kyi, concede entrevista e pede ajuda internacional para Mianmar. A vencedora do Nobel da Paz convocou as potências mundiais a colaborar para melhorar a vida de seus compatriotas e consolidar o processo de reformas democráticas em seu país Foto: Reuters
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- Refugiado birmanês exibe retrato de Suu Kyi durante visita da ativista ao campo de Mae La, na fronteira da Tailândia com Mianmar Foto: AFP
- Suu Kyi acena para refugiados durante visita ao campo de Mae La Foto: AFP
- A icônica ativista pró-democracia birmanesa Aung San Suu Kyi fala com refugiados de seu país durante visita ao campo de Mae La, na fronteira da Tailândia com seu país. Suu Kyi foi recebida calorosamente por milhares de refugiados birmaneses durante o último dia de sua visita à Tailândia Foto: AFP
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- Suu Kyi desembarca no aeroporto de Yangon ao retornar de sua viagem à Tailândia, a primeira vez que deixou Mianmar em mais de duas décadas Foto: AFP
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- Suu Kyi aguarda para discursar durante conferência da OIT Foto: AP
- Suu Kyi recebe flores ao chegar para a conferência da OIT. Vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, Suu Kyi nunca chegou a receber seu prêmio, uma vez que passou cerca de 20 anos em prisão domiciliar pela oposição à Junta Militar que governa Mianmar. Ela está realizando a sua primeira viagem à Europa desde que foi libertada, em novembro de 2010. Suu Kyi deve ir a Oslo, na Noruega, receber o Nobel Foto: AP
- A icônica líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi acena para jornalistas e populares ao chegar para a 101ª Conferência da Organização Mundial do Trabalho (OIT) na sede europeia das Nações Unidas em Genebra, na Suíça. Suu Kyi iniciou nesta quinta-feira as atividades da sua turnê europeia. No final de maio e início de junho, ela realizou sua primeira viagem internacional em mais de duas décadas Foto: AP
- A líder opositora de Mianmar, Aung San Suu Kyi, discursa na 101ª Conferência da Organização Mundial do Trabalho (OIT) na sede europeia das Nações Unidas em Genebra, na Suíça. Ela lançou nesta quinta-feira um chamado aos países estrangeiros para investir em seu país. "Por favor, encorajem seus governos a nos ajudar a construir uma nova sociedade que dê trabalho aos jovens", disse Foto: Reuters
- Delegado da OIT acompanha discurso de Suu Kyi em conferência da organização Foto: Reuters
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- A opositora birmanesa assina autógrafos durante passeio em Berna Foto: AP
- Suu Kyi visita o Jardim das Rosas, em Berna, na Suíça Foto: AFP
- Suu Kyi é recepcionada por simpatizantes antes de visita ao Parlamento suíço, em Berna Foto: Reuters
- A líder da oposição de Mianmar, Aung San Suu Kyi, posa para foto no Jardim das Rosas, em Berna, na Suíça. Após sofrer um mal-estar durante entrevista na noite de quinta-feira, Suu Kyi fez turismo pela cidade suíça nesta sexta-feira. Ela também compareceu a uma sessão do Parlamento local. Esta é a primeira viagem dela à Europa desde 1988. Ela passou cerca de 20 anos em prisão domiciliar em seu país até ser libertada no fim de 2010 Foto: Reuters
- Suu Kyi não pôde receber antes o Nobel pessoalmente por se encontrar sob prisão domiciliar em Mianmar. Depois de liberta, em 2010, a opositora birmanesa e prêmio Nobel da Paz foi eleita no Parlamento birmanês em abril passado e prossegue seu combate pela democracia em seu país Foto: AP
- Em visita à Noruega, segunda etapa do tour à Europa da chefe da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi (E) se reuniu com o primeiro-ministro Jens Stoltenberg (D) em Oslo. Amanhã ela deve aceitar formalmente o Prêmio Nobel da Paz que lhe foi concedido em 1991 Foto: AP
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- O rei Harald e a rainha Sonya da Noruega cumprimentam a ativista após seu discurso na prefeitura de Oslo Foto: AP
- Auditório da prefeitura de Oslo, Noruega, onde Suu Kyi discursou na manhã deste sábado. Foto: AP
- Suu Kyi é cumprimentada por Thorbjoern Jagland, presidente com Comitê do prêmio Nobel, após seu discurso de recepção do Nobel da Paz Foto: AP
- Suu Kyi visita o Centro Nobel da Paz, em Oslo, Noruega. Ela declarou que o prêmio ganho há 21 anos amenizou seu isolamento e que o mundo exigiria democracia em seu país natal, Mianmar. Foto: AP
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- Suu Kyi (esq.) participa de conferência ao lado do ministro das Relações Exteriores da Noruega, Jonas Gahr Stoere (centro), e do cantor Bono Foto: AP
- Suu Kyi posa para foto com o cantor irlandês Bono, líder da banda U2. Em 2000, o grupo U2 fez uma canção em homenagem a Suu Kyi chamada Walk On Foto: AP
- Observada pelo cantor irlandês Bono (dir.), a líder opositora de Mianmar, Aung San Suu Kyi, participa de coletiva de imprensa no Fórum de Oslo, na localidade de Losby Gods, localizada nos arredores da capital norueguesa. A conferência internacional debate conflitos armados. Suu Kyi recebeu na sexta-feira o Prêmio Nobel da Paz de 1991, que ainda não havia recebido por ter passado duas décadas em prisão domiciliar Foto: AP
- A líder pró-democracia de Mianmar foi vista na companhia do vocalista do U2, Bono, ao chegar no aeroporto de Dublin, Irlanda, enquanto conversava com funcionários no local Foto: Reuters
- Suu Kyi sorri ao segurar o prêmio Freedom of the City of Dublin, que recebeu durante cerimônia na capital irlandesa Foto: Reuters
- 18 de junho de 2012 Foto: Reprodução
- A líder opositora de Mianmar mostra uma fotografia de seu pai, que foi entregue a ela em evento na London School of Economics, nesta terça-feira Foto: Reuters
- Suu Kyi experimenta um boné de baseball, com o qual foi presenteada, durante debate na London School of Economics Foto: Reuters
- A líder pró-democracia de Mianmar, ouve o público de sua palestra na London School of Economics, em Londres, Inglaterra, cantar "parabéns a você" para ela, nesta terça-feira Foto: Reuters
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- Suu Kyi abraça uma amiga em visita à Universidade de Oxford, na Inglaterra Foto: AP
- Aung San Suu Kyi chega a uma cerimônia na Universidade de Oxford Foto: AP
- A líder opositora de Mianmar Aung San Suu Kyi recebe seu diploma honorário na Universidade de Oxford, na Inglaterra. A ganhadora do Nobel da Paz faz sua primeira viagem para fora de Mianmar em quase 25 anos - ela passou a maior parte dos últimos 20 anos sob prisão domiciliar Foto: AP
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- A líder oposicionista birmanesa Aung San Suu Kyi discursa às duas Câmaras do Parlamento britânico, no Westminster Hall, centro de Londres Foto: Reuters
- Suu Kyi discursa para as duas casas do Parlamento britânico no Westminster Hall Foto: AP
- O líder da Câmara dos Comuns britânica, John Bercow, recepciona Suu Kyi em sua residência oficial no Parlamento britânico Foto: AP
- Suu Kyi recebe flores durante encontro da comunidade birmanesa no Royal Festival Hall, Londres Foto: AP
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- Suu Kyi visitou Cameron e sua mulher nesta sexta-feira Foto: AP
- A líder de oposição birmanesa Aung San Suu Kyi posa ao lado do primeiro-ministro britânico, David Cameron (esq.), e a mulher dele, Samantha (dir.), em frente à residência de campo do premiê, em Chequers Foto: AP
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- A líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi chega de trem a Paris para uma visita de três dias Foto: AFP
- O presidente francês, François Hollande, recebe Suu Kyi no palácio do Eliseu, em Paris Foto: AFP
- Suu Kyi e Hollande conversam enquanto caminham pelos jardins do palácio do Eliseu, sede do governo françês Foto: AFP
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- Aung San Suu Kyi é recebida pelo prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, na prefeitura da capital francesa Foto: AFP
- Suu Kyi recebe do prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, o título de cidadã de honra da cidade, concedido em 2004. Ante uma multidão que reuniu vários birmaneses, a opositora falou em francês e prestou homenagem "ao profundo apego de Paris à justiça e à liberdade, que não são o produto de ideias abstratas" Foto: AFP
