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Em Berlim, Obama defende redução do arsenal nuclear mundial

19 jun 2013 10h33
| atualizado em 4/12/2013 às 15h21
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Obama em Berlim: defesa da redução do arsenal atômico americano e busca internacional do fim da produção dos armamentos atômicos
Obama em Berlim: defesa da redução do arsenal atômico americano e busca internacional do fim da produção dos armamentos atômicos
Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta quarta-feira em Berlim a redução dos arsenais nucleares e o fim da produção de armas atômicas em escala global. A promessa foi feita em seu primeiro discurso oficial na Alemanha, proferido junto ao Portão de Branbemburgo, símbolo da Guerra Fria.

"Nós podemos não mais viver com o medo da aniquilação nuclear, mas, enquanto armas nucleares existirem, nós não estaremos a salvo", disse Obama antes de anunciar que trabalha para reduzir arsenal atômico americano "em até um terço". Junto do trabalho interno, o presidente americano também prometeu iniciar um movimento para que todas as nações encerrem a produção de materiais usados para construir armas nucleares, citando como exemplos a Coreia do Norte e o Irã.

Obama não deu detalhes sobre sua aposta na desnuclearização parcial do planeta. Em referência à era pós-1989, ele defendeu que o mundo se encontra num estágio de desenvolvimento no qual é possível a manutenção da paz sem a existência de armas nucleares. Obama citou especificamente a Rússia como um parceiro de diálogo para uma nova postura nuclear pós-Guerra Fria.

Mais de duas décadas depois do conflito que separou o mundo entre os blocos liderados por Washington e por Moscou, ao menos sete países ainda possuem armas nucleares, num total estimado entre 17 e 22 mil ogivas. Não há números oficiais, mas Estados Unidos e Rússia são os donos dos dois maiores arsenais nucleares, com aproximadamente 7,5 mil e 8,5 mil ogivas cada. Além deles, sabe-se que Reino Unido, França, China, Índia e Paquistão possuem este tipo de armamento. Suspeita-se que Israel e Coreia do Norte tenham, juntos, algumas poucas dezenas de bombas atômicas, ao passo que o Irã é acusado de tentar desenvolver esta tecnologia bélica. 

Foi o primeiro discurso do democrata como presidente americano na Alemanha; ao fundo, o Portão de Brandemburgo, símbolo da divisão alemã durante a Guerra Fria
Foi o primeiro discurso do democrata como presidente americano na Alemanha; ao fundo, o Portão de Brandemburgo, símbolo da divisão alemã durante a Guerra Fria
Foto: AFP

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Em um discurso para 4 mil pessoas e floreado de elogios à comunhão política e ideológica entre Washington e Berlim, Obama também elogiou a vitória da tolerância e da liberdade e lembrou que foram os cidadãos que decidiram quando devia cair o Muro, apesar dos esforços políticos e militares. A aliança entre os dois lados do Atlântico "é a base da segurança global", disse Obama, que afirmou que os destinos da Europa e dos EUA "estão unidos".

A chanceler alemã, Angela Merkel, assegurou por sua parte que é uma honra receber o presidente dos Estados Unidos diante do Portão de Brandeburgo, em Berlim, chamado por ela de símbolo da liberdade. "O Portão de Brandeburgo, fechado durante décadas e aberto em 1989, é um símbolo da liberdade", disse Merkel ao começo de seu discurso diante do monumento.

Com informações das agências internacionais.

Fonte: Terra
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