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Distúrbios de Estocolmo se estendem por toda a Suécia

25 mai 2013
05h13
atualizado em 4/12/2013 às 15h15
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Os distúrbios que afetaram a periferia de Estocolmo durante seis noites consecutivas se estenderam nesta madrugada para outras localidades fora da capital, mas em menores proporções, informou neste sábado a polícia sueca.

<p>Bombeiros combatem as chamas em sala de escola incendiada em Tensta, no subúrbio de Estocolmo</p>
Bombeiros combatem as chamas em sala de escola incendiada em Tensta, no subúrbio de Estocolmo
Foto: AFP

Em Örebro, ao oeste de Estocolmo, confrontos foram registrados entre grupos de mascarados e agentes policiais, assim como um ataque a uma delegacia local e o incêndio de vários carros. Em Linköping, ao sudeste da capital, a polícia informou sobre ataques a uma escola e a uma creche.

Em nenhum desses lugares houve prisões, apesar de 20 pessoas terem sido detidas pela polícia em vários subúrbios do norte, oeste e do sul da capital sueca, cuja área metropolitana abriga mais de 2 milhões de habitantes.

Os serviços de prevenção de incêndios realizaram ao redor de 40 saídas na última noite em bairros como Tensta, Rinkeby, Norsborg, Jordbro e Årsta, menos da metade daqueles que registraram distúrbios nos últimos dois dias.

Um grupo de uns 60 extremistas de extrema-direita percorreu a periferia de Estocolmo e provocaram alguns incidentes em Tumba, ao sul da capital. Alguns foram detidos pela polícia de Estocolmo, que ontem recebeu a autorização para dispor de reforços vindos de outras províncias do país.

Estopim
A onda de distúrbios vivida na capital sueca se remete a um episódio ocorrido na última semana, quando um imigrante com problemas psíquicos morreu com disparos da polícia em seu apartamento em Husby, ao oeste de Estocolmo.

Os agentes asseguraram ter disparado em defesa própria ao serem ameaçados com um machado, embora a atuação irregular das forças da ordem tenha provocado protestos dos moradores e a abertura de uma investigação interna da polícia de Estocolmo.

Os subúrbios afetados pela onda de violência têm em comum uma alta concentração de imigrante e problemas sociais, que se viram agravados pela política de cortes implementada há sete anos pelo governo de direita liderado pelo primeiro-ministro conservador Fredrik Reinfeldt.

EFE   

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