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Corte sueca condena ruandês à prisão perpétua por genocídio

20 jun 2013
14h49
atualizado às 16h14

Um sueco de origem ruandesa foi condenado à prisão perpétua nesta terça-feira e se tornou a primeira pessoa na Suécia a ser considerada culpada pelo crime de genocídio.

Stanislas Mbanenande, da etnia hutu, que está há seis anos na Suécia, foi condenado por um tribunal de Estocolmo devido à sua atuação no assassinato em massa de tutsis, durante o genocídio de 1994 em Ruanda.

Mbanenande, de 54 anos, "se envolveu em assassinatos, tentativas de assassinato, em práticas de incentivo a crimes e em sequestros de pessoas do grupo étnico tutsi, com a intenção de aniquilar a etnia, como um todo ou em parte", informou uma corte do distrito de Estocolmo.

Apesar de ter negado as acusações, o tribunal levou em consideração o relato de testemunhas sobre o seu envolvimento em uma série de assassinatos em massa, incluindo os promovidos em uma igreja e em um estádio.

Mbanenande está na Suécia desde 2007, quando conseguiu autorização para morar no país e a cidadania sueca, sob a alegação de se reunir novamente com sua família, que estava lá.

Depois disso, Ruanda solicitou sua extradição, para que ele pagasse pelos crimes de genocídio, mas Estocolmo se recusou porque Mbanenande já havia se tornado cidadão sueco. Mesmo assim, uma corte ruandesa o condenou, à revelia, à pena de prisão perpétua, em 2009.

Ele foi preso em dezembro de 2011, depois da expedição de um mandato de prisão internacional.

Em 6 de abril de 1994, o assassinato do presidente hutu de Ruanda, Juvenal Habyarimana, provocou uma onda de violência que desencadeou um genocídio no qual 800 mil pessoas foram mortas, em grande parte pertencentes à minoria tutsi, de acordo com representantes da ONU.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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