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Comandante é acusado de homicídio culposo e de abandonar navio

14 jan 2012
18h47
atualizado às 19h22

O comandante do Costa Concordia, cruzeiro que naufragou na noite desta sexta-feira na costa italiana, está sendo acusado pela promotoria de homicídio culposo múltiplo, naufrágio e abandono do navio enquanto muitos passageiros ainda se encontravam na embarcação. Francesco Schettino foi detido em Grosseto, cidade da região do acidente, após passar por um longo interrogatório comandado procurador chefe da localidade, Francesco Verusio.

Comandante do Costa Concordia é detido em Grosseto: tripla acusação, incluindo homicídio culposo
Comandante do Costa Concordia é detido em Grosseto: tripla acusação, incluindo homicídio culposo
Foto: EFE

Conheça o cruzeiro de luxo que naufragou na Itália

Schettino, de 52 anos e natural de Nápoles, foi ouvido por várias horas por Verusio, após o navio que pilotava e que transportava 4.229 pessoas ter encalhado a 500 metros da ilha toscana. De acordo com a imprensa italiana, o comandante deixou o cruzeiro por volta das 23h30 (hora local), quando parte dos tripulantes e dos passageiros ainda aguardavam para serem levados. As últimas pessoas só deixaram o navio por volta das 2h30 e 3h deste sábado. Até o momento, três mortes foram confirmadas.

Outro tripulante do Costa Concordia, o primeiro oficial da ponte de comando, Ciro Ambrosi, também está sendo investigado, de acordo com a imprensa local. A caixa-preta da embarcação, na qual se encontram as gravações das conversas entre o navio e o porto de Livorno, o mais importante da região, já foi recuperada, informou o procurador chefe. As buscas seguem na região para encontrar 40 pessoas que ainda seguem desaparecidas.

Verusio disse que o impacto com as rochas aconteceu às 21h45 e que as capitanias dos portos próximos não foram avisadas imediatamente. De acordo com a primeira reconstituição feita pela procuradoria, o capitão se aproximou demais da ilha de Giglio, fez uma manobra errada e o lado esquerdo do casco do navio se chocou com as rochas. Em pouco tempo, muita água entrou dentro da embarcação. De acordo com a companhia proprietária do navio, a Costa Cruzeiros, o comandante Schettino assegurou neste sábado que as pedras não apareciam no mapa que estava no Costa Concordia.

Veja no mapa o local onde aconteceu o acidente:

EFE   

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