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Centenas de policiais são enviados a Belfast após noite de confrontos

13 jul 2013
13h49
atualizado às 15h12
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Mais de 400 policiais britânicos foram enviados como reforço para Irlanda do Norte, depois dos confrontos registrados sexta-feira à noite em Belfast, que terminaram com 30 policiais e um deputado feridos.

Cerca de 600 policiais já haviam sido deslocados para a província nos últimos dias para a tradicional passeata organizada todo 12 de julho em Belfast pela Ordem Protestante de Orange. Manifestantes atacaram os policiais que bloqueavam o acesso ao bairro católico de Ardoyne, no norte de Belfast, colocado sob um forte esquema de segurança por temor de confrontos.

Os manifestantes atacaram as forças de ordem com coquetéis molotov, paus, tijolos, garrafas, latas de cerveja, fogos de artifício e até uma espada. Trinta e dois policiais ficaram feridos.

Um deputado da Irlanda do Norte, Nigel Dodds, membro do Partido Unionista Democrático DUP - pró-britânico, protestante e conservador - também foi atingido na cabeça por um tijolo, quando tentava convencer os manifestantes a se mobilizar em paz. Ele recebeu alta e deixou o hospital nesta manhã.

O chefe da polícia da Irlanda do Norte, Matt Bagott, descreveu os confrontos como "vergonhosos". Ele criticou a atitude dos líderes da Ordem de Orange, que convocaram manifestações contra a proibição de entrar no bairro de Ardoyne.

O primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Peter Robinson, que lidera o DUP, declarou que o importante agora é "manter a cabeça fria."

"Esses atos de violência ferem uma causa justa e vão totalmente de encontro à natureza pacífica que a Ordem de Orange desejava para a manifestação", insistiu em um comunicado.

Marchas protestantes são tradicionalmente organizadas de abril a agosto na Irlanda do Norte. Elas culminam com o desfile de 12 de julho, que marca a vitória do rei protestante William III sobre seu rival católico Jacques II, em 1690. Confrontos são registrados todos os anos.

A Irlanda do Norte, uma província britânica, viveu 30 anos de conflito religioso que deixou 3,5 mil mortos. Os acordos de paz assinados em 1998 levaram à partilha de poder entre protestantes e católicos, mas episódios de violência ainda são registrados esporadicamente.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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