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Capitão diz que estava no comando do navio na hora do acidente

17 jan 2012
13h16
atualizado às 16h03

O capitão do cruzeiro Costa Concordia, Francesco Schettino, admitiu nesta terça-feira diante da juíza de instrução Valeria Montesarchio que estava no comando da embarcação no momento em que o barco colidiu contra as rochas em águas da ilha italiana de Giglio na sexta-feira à noite.

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Nesta terça, o procurador Francesco Verusio concedeu entrevista coletiva em Grosseto (centro da Itália) para repassar informações sobre o interrogatório de Schettino, na sede do Tribunal dessa cidade italiana.

A Procuradoria de Grosseto solicitou a prisão cautelar de Schettino, enquanto a juíza decidiu adiar sua decisão sobre a confirmação da detenção do comandante e o pedido de medidas preventivas.

Verusio explicou que a reconstituição dos fatos feita por Schettino durante o interrogatório não modifica o quadro de acusações que pesam contra ele pelo naufrágio. A companhia proprietária da embarcação, Costa Cruzeiros, admitiu que houve "erro humano" e que o capitão não respeitou o regulamento, aproximando-se até 150 m da costa.

Schettino é acusado de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono do navio, crimes pelos quais pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

Este comparecimento coincide com a publicação no jornal Corriere della Sera de uma conversa telefônica entre Schettino e um responsável pela Capitania dos Portos, na qual se revela que o capitão abandonou o navio antes da retirada de todos os passageiros. " Volte imediatamente a bordo , suba pela escada de segurança e coordene a evacuação", disseram a Schettino da Capitania dos Portos.

11 mortos
A Guarda Costeira italiana encontrou hoje mais cinco corpos durante as operações de busca pelos desaparecidos nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Os corpos vestiam coletes salva-vidas e foram encontrados na parte submersa da popa do navio. Com a descoberta, sobe para 11 o número de vítimas fatais da tragédia, informou o porta-voz de Giglio, Cristiano Pellegrini. Segundo o La Repubblica , trata-se de quatro homens e uma mulher. Pellegrini não soube informar se os corpos achados são tripulantes ou passageiros.

Naufrágio do Costa Concordia
O cruzeiro Costa Concordia naufragou na última sexta-feira, dia 13 de janeiro, após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até a tarde de terça-feira, dia 17, 11 mortes haviam sido confirmadas . Ainda há desaparecidos , e prosseguem os trabalhos de busca. O Itamaraty informou que 57 brasileiros estavam a bordo do navio , mas nenhum deles está entre as pessoas não encontradas.

O navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas , margeava a ilha de Giglio quando houve a colisão, imediatamente começando a adernar. Houve pânico e reclamações de despreparo da tripulação . O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio . Ele disse que estava no comando , mas um áudio divulgado para a imprensa, em que há uma discussão entre ele e a Guarda Costeira, indica que o capitão já estava na costa no momento do resgate.

Veja no mapa o local onde aconteceu o acidente:

Francesco Schettino, capitão do navio Costa Concordia, é escoltado por policiais logo após ser interrogado
Francesco Schettino, capitão do navio Costa Concordia, é escoltado por policiais logo após ser interrogado
Foto: Reuters
EFE   

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