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Brasileiro que luta por animais na Espanha pode ser preso

5 fev 2013
16h31
atualizado às 16h38
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O brasileiro Jon Amad, fotógrafo que trabalha na organização não-governamental (ONG) espanhola Igualdad Animal, está sendo acusado de libertar visons (espécie de furão) que, para a lei local, são propriedade dos produtores de pele. Com essa acusação, ele corre o risco de ser extraditado ou até mesmo preso.

Em contato com o Terra, Jon disse que já entrou com um recurso pedindo a anulação da acusação. Além do brasileiro, outros 12 ativistas também correm o risco de ter o mesmo destino do fotógrafo.

Segundo Jon, há cerca de dois anos houve mobilização por parte da Guarda Civil espanhola que prendeu dois ativistas, acusando-os de invasão de propriedade e de associação ilícita e há duas semanas Jon também foi incluído no processo.

“Existem granjas de visons que mantêm de cinco a 12 animais em jaulas de 30 x 40 centímetros. O que ocorre é que os próprios granjeiros soltam os visons para cobrar o seguro e dizem que os culpados são os ativistas. Eu pessoalmente não sou contra a soltura de visons, mas estão me acusando de uma coisa que eu não fiz”, afirmou Jon. “Estão tentando me acusar de ter participado dessas libertações e formar uma rede criminal”, completou.

O fotógrafo brasileiro disse ainda que seu trabalho consiste em ajudar os animais por meio do jornalismo investigativo. “Viajo por todo o mundo registrando os maus tratos, o que acontece nas granjas por trás das paredes dos matadouros. Meu trabalho se embasa no respeito e é um trabalho totalmente pacífico. Buscamos informar e educar”, concluiu.

Fonte: Terra

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