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Berlusconi: "Todos temos um lado gay, mas o meu é lésbico"

16 abr 2011
15h32
atualizado às 17h43

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, brincou neste sábado dizendo que todo o mundo "é 25% gay", mas que ele se deu conta que a sua porcentagem "é lésbica".

Berlusconi (na foto, com a Ministra do Turismo da Itália, Maria Vittoria Brambilla) fez o comentário durante reunião de seu partido
Berlusconi (na foto, com a Ministra do Turismo da Itália, Maria Vittoria Brambilla) fez o comentário durante reunião de seu partido
Foto: AP

O comentário foi feito durante seu discurso em um ato de seu partido, o Povo da Liberdade (PDL). Os meios de comunicação italianos publicaram o comentário e precisaram explicar que se tratou de uma piada em resposta à pergunta feita pela plateia por um militante.

"Todos nós somos 25% gay, eu também tenho essa parcela, só que após um atento exame descobri que a minha é lésbica", disse o líder.

Além disso, fez outra piada quando fez referência a alguns comentários que se referem a sua baixa estatura e comentou: "Não é que eu seja baixo, é que sou mais baixo em comparação aos meus seguranças, que medem 1,95 metro, assim é compreensível que eu apareça mais baixo nas fotos.

Durante a reunião, Berlusconi também garantiu ser um homem de recordes, pois é "o presidente da história do futebol que obteve mais vitórias", o político que presidiu mais reuniões do G8 (formado por países ricos) e "o mortal que teve mais processos na história".

"Sou o 'recordman' absoluto. Não só sou o presidente da história do futebol que mais ganhou, o líder político que presidiu três G8, ninguém chegou a tanto, sou também o mortal que teve mais processos na história do homem", manifestou o líder.

Uma afirmação que resultou em uma de suas características brincadeiras: "Chegarei aos 120 anos mas ainda sou mortal", para depois comentar que não só é a pessoa mais processada da história da humanidade, mas também "da história dos extraterrestres, se é que eles também são chamados na justiça".

Berlusconi criticou novamente a magistratura e assegurou que os juízes querem "substituir quem está no governo por decisão dos italianos através do voto, por alguém que eles querem".

"Há 17 anos os magistrados, influenciados pela ideologia de esquerda, querem a minha queda sem ter êxito. Eu estou aqui e estarei sempre para defender a liberdade dos italianos", declarou.

EFE   
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