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Banco do Vaticano é acusado de lavagem de dinheiro

19 dez 2010 11h38
| atualizado às 11h44
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Alegações de que havia lavagem de dinheiro em um banco do Vaticano, o Instituto para Obras Religiosas, levaram a polícia a apreender 23 milhões de euros (19,5 milhões de libras) em ativos em setembro. O Banco do Vaticano possui caixas eletrônicos em latim, os padres usam uma entrada privada e há um retrato em tamanho natural de Bento XVI pendurado na parede.

De acordo com a reportagem do The Independent, o Vaticano afirma que a apreensão dos bens é um 'equívoco' e manifesta otimismo de que a situação será resolvida rapidamente. Entretanto, os documentos do tribunal mostram que os promotores do caso dizem que o Banco do Vaticano utilizou o clero como fachada para corrupção e máfia.

Os documentos apontam para duas transações que tenham sido declaradas: uma em 2009 envolvendo o uso de um nome falso, e outra em 2010, em que o Banco do Vaticano retirou 650 mil euros de uma conta bancária na Itália, mas ignorou os pedidos do banco para revelar onde o dinheiro seria utilizado.

Em 21 de setembro, a polícia aprendeu ativos da conta do Banco do Vaticano na filial de Roma. Investigadores disseram que o Vaticano teria deixado de fornecer informações sobre a origem ou o destino dos fundos, tal como exigido pela lei italiana. O total de 20 milhões de euros foi destinado para o banco americano JP Morgan Frankfurt, na Alemanha, e o restante foi para o banco italiano Banca Del Fucino.

Em outro caso, houve suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o Banco do Vaticano, onde cerca de 250 mil de euros teriam sido obtidos ilegalmente do governo regional de Sicília para a criação de uma empresa de peixes.

Segundo o jornal britânico, o Vaticano se comprometeu a cumprir as normas financeiras da União Europeia e criar uma autoridade de fiscalização. A lista dos titulares das contas é secreta. Entretanto, funcionários do banco afirmam que há cerca de 40 mil a 45 mil entre as congregações religiosas, clero, oficias do Vaticano e leigos.

O Banco do Vaticano foi fundado em 1942 pelo Papa Pio XII para gerenciar os ativos destinados para trabalhos religiosos. O banco, localizado na torre de Nicolau V, não está aberto para o público. Há cerca de 100 funcionários, cofres e caixas eletrônicos em latim, mas que pode ser acessado em outras línguas.

Fonte: Redação Terra
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